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A tendência para 2022 são… MacBooks sem tela?

Pode parecer estranho, mas, em alguns casos, essa pode ser uma lição de reaproveitamento e economia

Imagine o cenário: o ano é 2022, você chega ao seu local de trabalho, abre a mochila, puxa o seu MacBook [Air/Pro], tenta abrir a tela e… se lembra que ela não existe, pois você removeu toda a tampa do computador, incluindo tela e webcam. Parece estranho? Talvez, mas aparentemente cada vez mais pessoas estão seguindo esse caminho.

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A tendência foi trazida à tona pelo leaker DuanRui, no início do mês, e parece estar se tornando algo comum na China — no mercado paralelo, MacBooks de segunda mão sem a tela estão cada vez mais populares pelos preços baixos e pela flexibilidade de uso.

Desde então, a ideia passou a ser discutida com mais frequência: Umar Shakir, do The Verge, argumenta que ter um MacBook “decapitado” é “surpreendentemente libertador”, enquanto Daniel Piper, do Creative Bloq, declarou estar cada vez mais afeiçoado ao conceito.

Os benefícios de um MacBook sem tela são previsíveis: caso o painel da sua máquina dê problema, em vez de gastar uma fortuna com um conserto, você pode simplesmente colocar a mão na massa e transformar o seu computador num “desktop híbrido”.

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O mercado paralelo, como os chineses já descobriram, está cheio de unidades com telas quebradas a preços muito mais interessantes do que um MacBook “completo”, então essa pode ser também uma via alternativa de baixo custo caso você queira entrar no universo dos Macs — contanto que você tenha o conhecimento técnico para realizar o processo de remoção da tampa (ou pague uma assistência para isso).

Alguns adeptos do conceito, inclusive, dão preferência aos finados MacBooks Pro com Touch Bar para realizar o processo — afinal de contas, a telinha embutida já é um método alternativo de controle e, com os conhecimentos certos, você pode torná-la muito mais poderosa e flexível do que ela é nativamente.

Com um MacBook “decapitado”, o que você essencialmente tem é uma tábua fina e leve que pode ser usada como desktop em qualquer lugar: é possível conectá-lo ao seu monitor e usá-lo como um computador comum, usar o AirPlay 2 para conectá-lo à televisão (ou ao Apple TV) e ter nas mãos o reprodutor de mídias mais completo do mundo… enfim, as possibilidades são amplas.

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O conceito de ter um computador que “mora” dentro do teclado não é nada novo: nos anos 1970, a Maçã já era pioneira do conceito com o Apple II, e modelos como o Amiga Commodore popularizaram o formato na década seguinte.

O Raspberry Pi 400 segue exatamente a mesma ideia nos dias atuais, e até mesmo a Apple já patenteou um (possível) futuro Mac inserido em um teclado — a tendência dos MacBooks sem “cabeça”, portanto, nada mais é do que um adiantamento desse futuro produto (e com o benefício de já termos, também, um trackpad embutido).

Naturalmente, nem tudo são flores: o MacBook sem tela perde também a webcam (óbvio), e a retroiluminação do teclado pode ser comprometida pela ausência do sensor de luz ambiente. Além disso, para conectar seu computador a alguma outra tela, você necessariamente precisará plugá-lo antes a um monitor via cabo. Por fim, alguns modelos mais antigos de MacBooks poderão ficar sem Wi-Fi no processo de remoção da tela, uma vez que as antenas de internet sem fio ficam localizadas nessa parte da máquina.

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Com essas considerações em mente, vale a pena pensar com carinho na ideia — especialmente caso você tenha um MacBook mais velhinho por aí, com a tela quebrada, ou esteja pensando em investir num modelo usado e esteja com a grana curta. Dar uma sobrevida ainda maior aos eletrônicos, afinal de contas, é uma das melhores práticas de sustentabilidade que você pode realizar — e você ainda terá alguns bons minutos de papo com as pessoas que olharem esquisito para o seu “Mac-não-Book”. 😛

via Tecnoblog

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