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"Pachinko", do Apple TV+

Primeiras impressões de “Pachinko”, do Apple TV+

Uma superprodução artística e histórica
Autor(a) convidado(a)

Vinícius Resende

Ex-flamingo da Miami Ad School e pós-graduando em Branding pela ESPM, Vinícius se deparou com a Maçã pela primeira vez em 2009. Desde então, a admiração desse paulistano pela marca segue crescendo — às vezes passa um Pano de Polimento de R$200 quando a Apple dá suas escorregadas. Já um verdadeiro apaixonado pelo mercado do entretenimento, paga sua assinatura da Apple TV+ com muito orgulho.

Ainda prestes a completar três anos de lançamento, o Apple TV+ deixou claro desde o início que teria um destaque real nesse gigante e voraz mercado do entretenimento. Inclusive, essa última temporada de premiações acabou consolidando ainda mais o serviço de streaming da Apple como um concorrente de peso.

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Fato é que o Apple TV+ lançou, na semana passada, uma fortíssima competidora para a próxima edição do Emmy — mas não precisamos nos apegar a estatuetas aqui. Falo da série “Pachinko”, uma superprodução carismática, tocante e imperdível.

De cara, é comum não entender muito bem o título dessa estreia, baseada no bestseller homônimo da autora e jornalista Min Jin Lee. Pachinko, jogo de azar muito popular no Japão e bem parecido com um pinball, está lá desde a abertura, dando as caras em algumas cenas — mas só depois é possível associar a história com a dinâmica do jogo, como veremos abaixo.

O jogador compra bolinhas de prata e as insere na máquina de Pachinko, lançando-as em um labirinto de obstáculos no qual o jogador é capaz de controlar apenas a velocidade dos disparos — a gravidade e a sorte é que definem o resultado. Se as esferas entrarem em locais específicos da máquina, a quantidade de bolinhas é duplicada, as quais podem ser usadas para jogar mais ou convertidas em prêmios.

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Esse jogo representa um dos negócios mais lucrativos no Japão por conta do quão viciante ele é — e também por ser relativamente fácil de jogar, atraindo pessoas de todas as idades e gêneros.

No entanto, quando falamos do livro ou da adaptação dirigida por Kogonada (cineasta e roteirista sul-coreano) e Justin Jitae Chon (diretor e ator americano), percebemos que o Pachinko, na verdade, serve de alusão a uma era sombria e até pouco conhecida pelo público, na qual os coreanos foram lançados a uma série de desafios e a uma vida de exclusão e preconceito.

A série acompanha quatro gerações de uma família coreana buscando sobreviver e prosperar numa Coreia invadida e dominada pelo Japão. Seus sonhos, esperanças, medos e conquistas são refletidos na peça principal da história: a protagonista Sunja, interpretada por três atrizes fenomenais que fazem com que a infância, a adolescência e a velhice da personagem se conversem com maestria. Yuh-Jung Youn, que interpreta Sunja em sua fase idosa, venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2021 por seu papel em “Minari – Em Busca da Felicidade”.

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Narrada em coreano, japonês e inglês, “Pachinko” estreou com três episódios no Apple TV+ e já carrega relevância tanto artística — ao assistir aos episódios em sequência, parecia que minha TV era pequena demais para honrar tanta beleza e talento — quanto histórica, ainda mais quando associamos seus temas de ocupação forçada e resistência ao nosso cenário atual.

A série nos apresenta realidades de resiliência e compaixão, com os personagens desafiando duros obstáculos e definindo seus destinos a cada momento, tudo isso contado a partir de um roteiro escrito com muito cuidado, atuações de impacto e de uma fotografia de tirar o fôlego.

Combinados à trilha sonora de Nico Muhly, somos completamente transportados. É possível sentir toda a dimensão dos momentos de tristeza, romance e felicidade em diferentes momentos de um país estrangeiro que estava em guerra — ou seja, é uma verdadeira jornada audiovisual emocionante.

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Internacionalizar e diversificar as produções no mundo do entretenimento tem sido algo agregador tanto para quem assiste quanto para quem se envolve nos bastidores da trama. Para o espectador, a experiência acaba sendo muito mais do que um simples refresh das fórmulas de Hollywood. Para quem participa do desenvolvimento, é a oportunidade de contar uma história com autenticidade, representatividade e ricas perspectivas. Nesse sentido, “Pachinko” realmente vai além e promete entregar não só um dos melhores Apple Originals, mas também uma das mais importantes obras do ano.

No meu caso, sextar com uma produção original da Apple à noite virou parte da rotina. E ainda temos mais quatro episódios de “Pachinko” pela frente — lançados semanalmente toda sexta-feira. Cada episódio tem aproximadamente uma hora de duração (o que acaba compensando e muito minha frustração com os episódios curtíssimos de “Servant”), então estamos mais do que bem servidos com essa nova saga da Apple TV+.

Sigo aqui bastante ansioso pelo que vem a seguir!

O Apple TV+ está disponível no app Apple TV em mais de 100 países e regiões, seja em iPhones, iPads, Apple TVs, Macs, smart TVs ou online — além também estar em aparelhos como Roku, Amazon Fire TV, Chromecast com Google TV, consoles PlayStation e Xbox. O serviço custa R$9,90 por mês, com um período de teste gratuito de sete dias. Por tempo limitado, quem comprar e ativar um novo iPhone, iPad, Apple TV, Mac ou iPod touch ganha três meses de Apple TV+. Ele também faz parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.


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