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Spyware Pegasus

Spyware Pegasus invadiu iPhone do primeiro-ministro espanhol

A saga do Pegasus continua afetando esferas cada vez mais altas do poder ao redor do mundo — e, com isso, alimentando o escândalo gerado pela própria existência do spyware e pelas práticas, digamos, pouco republicanas do seu fabricante, o NSO Group. Recentemente, a Reuters informou mais um patamar dessa novela — esta, envolvendo o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

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O ministro da presidência do governo espanhol, Félix Bolaños, confirmou hoje que Sánchez e Margarita Robles, ministra da defesa do país, tiveram seus smartphones infectados pelo spyware. No caso do primeiro-ministro, o ataque ocorreu em maio de 2021 e ao menos um vazamento de dados foi realizado, mas ainda não há indícios de quem possa ter realizado a invasão.

Vale notar que o governo de Sánchez se envolveu recentemente numa polêmica com o Pegasus: o grupo de pesquisa canadense Citizen Lab apontou que mais de 60 pessoas que participam do movimento separatista da Catalunha tinham sido infectadas com o spyware, o que levou partidos do país a acusarem o grupo de Sánchez de espionagem.

O partido ERC, pró-independência catalã e apoiador do governo, afirmou que interromperia o apoio até que medidas fossem tomadas para “restaurar a confiança” das suas práticas.

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Ainda não há informações se o movimento catalão está por trás de uma suposta “resposta” contra Sánchez e seu governo, mas o fato é que a invasão joga mais uma pá de terra nas defesas do NSO Group. A empresa sempre afirmou que negocia o Pegasus apenas com governos e forças policiais, e que o spyware serve apenas para a investigação de crimes e grupos fora da lei.

O caso de Sánchez é mais um — entre tantos outros no Brasil, no Reino Unido, na Polônia, na Tailândia, na Comissão Europeia e até mesmo em Israel, país de origem do NSO Group — que mostra que… bom, aparentemente o buraco é bem mais embaixo. E, embora a Apple já tenha tomado medidas de proteção e o próprio NSO já tenha prometido descontinuar o Pegasus após os escândalos, o spyware continua aí, à solta.

Preocupante.

via POLITICO

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