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Realidade aumentada

Apple estaria freando mercado de realidade aumentada com falta de suporte no Safari

Quando o iOS 15.4 entrou em sua fase de testes, muitos foram surpreendidos pela adoção do suporte (mesmo que de forma limitada) à API1 WebXR no Safari. A novidade foi considerada inesperada, já que a Apple nunca deu muita atenção para essa tecnologia — criada por empresas como Meta, Google e Samsung para ser o padrão para experiências de realidade aumentada em navegadores.

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Entretanto, essa mudança de postura foi logo descartada, já que os recursos disponíveis da API vinham desabilitados por padrão no navegador da Maçã — e, mesmo que fossem habilitados, não serviam para muita coisa por não serem compatíveis com experiências visualizadas no próprio iPhone/iPad.

De acordo com um novo artigo publicado pelo Protocol, a resistência da empresa a esse padrão tem atrapalhado consideravelmente o avanço da realidade aumentada na web. Para especialistas da área ouvidos pelo veículo, a ausência do WebXR no WebKit (motor de renderização do Safari) tem ajudado a transformar o browser no “novo Internet Explorer”.

A Apple, vale notar, introduziu seu próprio formato para experiências de realidade aumentada com o iOS 12, em 2018. Chamada de USDZ, a API foi criada em parceria com a Pixar para o ARKit 2.0, e é utilizada, principalmente, para a pré-visualização de produtos em lojas online (como a própria Apple Store).

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Em certo ponto, Jason Steinberg, da firma de RA Pretty Big Monster — conhecida por seus trabalhos com a Netflix, a Warner e mais — explicou que as limitações impostas pela Apple obrigam os usuários a baixar aplicativos feitos por terceiros para poder ter acesso aos recursos de realidade aumentada, o que acaba impactando diretamente no interesse do público pela tecnologia.

Eles impedem que uma grande parte de nossos consumidores tenha acesso à maneira mais eficiente de consumir conteúdos em RA. É uma pena que todas essas grandes experiências não possam estar a dois cliques de distância.

Como a Apple obriga que outros navegadores na App Store também se baseiem no WebKit, opções famosas como o Chrome (Google) ou o Edge (Microsoft) também não são compatíveis com essas experiências de realidade aumentada citadas pelo artigo no iPhone/iPad.

Quando referências ao WebXR foram encontradas no código no iOS 15.4, muitos começaram a especular se isso não seria a Apple preparando o lançamento de seu futuro headset de realidade virtual. Para Blair MacIntyre, professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia e pioneiro no meio, esse pode ser muito bem ser o mesmo caso.

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Não me surpreenderia se eles estivessem [internamente] trabalhando [no WebXR] Se eles estão desenvolvendo um [headset] como todos supõem, provavelmente estão esperando por isso.

A Maçã tem apostado fortemente em RA nos últimos anos, além de ter sido a primeira empresa a disponibilizar um framework para que desenvolvedores pudessem trabalhar na tecnologia em seus dispositivos. O próprio Tim Cook já chegou dizer que a tecnologia será “a próxima grande coisa” na indústria.

Ainda não se sabe quando o primeiro produto da Apple totalmente focando em RA deverá chegar. No entanto, de acordo com o artigo, se ele finalmente expandir o uso do WebXR no ecossistema da Apple, a indústria poderá testemunhar uma verdadeira virada de chave para as experiências em RA.

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