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Congresso dos EUA

EUA: senadores pedem para que Apple limite coleta de dados

Os legisladores citam preocupações com a possível proibição do aborto no país

Um grupo de senadores americanos enviou, hoje, uma carta para Apple e Google pedindo que as duas gigantes da tecnologia proíbam em suas lojas aplicativos que coletem informações sensíveis de mulheres interessadas em aborto.

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Assinado por cinco integrantes do Partido Democrata e outros senadores independentes, o texto explica que dados coletados por aplicativos (como históricos de localização e pesquisa) podem ser utilizados por extremistas para identificar e perseguir mulheres interessadas em interromper sua gravidez, bem como profissionais de clínicas de aborto.

Segundo os senadores, boa parte dos aplicativos na App Store e no Google Play vendem informações de seus usuários para empresas de corretagem de dados —  tornando impossível garantir que essas informações não sejam revendidas para promotores de extrema-direita e grupos de “vigilantes” antiaborto.

O direito ao aborto tem sido alvo de intensa discussão no Congresso dos Estados Unidos nas últimas semanas, com boa parte do Partido Republicano pressionando pela sua proibição em todo o território americano. A interrupção voluntária da gravidez é permitida no país desde 1973.

Na última terça-feira (24 de maio), 40 membros do Congresso americano enviaram outra carta ao CEO1 da Google, Sundar Pichai, pedindo para que a empresa parasse de coletar dados de possam ser utilizados para perseguir mulheres no Android e em serviços como o Google Maps. Na ocasião, os legisladores citaram preocupações semelhantes às levantadas hoje pelos senadores.

Se o aborto for tornado ilegal pela Suprema Corte de extrema-direita e pelos legisladores republicanos, será inevitável que promotores conservadores obtenham mandados legais para caçar, processar e prender mulheres que busquem por esse cuidado. A única maneira de proteger os dados de localização de seus clientes de uma vigilância governamental tão ultrajante é não coletá-los em primeiro lugar.

A Apple, vale notar, ficou de fora desse primeiro apelo, o qual preferiu focar na gigante de pesquisas. Segundo o senador Ron Wyden, do estado americano do Oregon, ao contrário dos iPhones, aparelhos Android costumam enviar bem mais dados sensíveis de usuários de volta para Google, deixando-os vulneráveis.

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Tanto a Apple quanto o Google ainda não comentaram a questão.

via CNET

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