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Apple Store em Atlanta desiste de fazer eleição para sindicato [atualizado]

Funcionário de Apple Store
Benzinga

Alegando intimidação, um grupo de trabalhadores de uma Apple Store em Atlanta (Geórgia, Estados Unidos), no Cumberland Mall, desistiu de fazer a votação para decidir se haveria sindicalização da loja. Os motivos alegados foram “intimidação” e “uso de prática antissindical” por parte da Apple, além de piora da situação da COVID-19 entre os empregados.

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O grupo que sustenta a ação é o de Trabalhadores de Comunicações dos Estados Unidos. A instituição afirma que a Lei Nacional de Relações Trabalhistas foi violada, já que a Maçã estaria sustentando uma campanha sistemática para interferir no direito de formar um sindicato. Assim, teria se tornado impossível realizar uma eleição livre e justa.

A resposta da Apple à Bloomberg foi basicamente a mesma que a empresa emite oficialmente quando perguntada sobre o assunto. Ela disse ser “feliz em ter membros do time de varejo incríveis”, além de “valorizar profundamente o que eles proporcionam à Apple”. A gigante de Cupertino também lembrou dos benefícios proporcionados aos funcionários.

O grupo afirma que a Apple vinha organizando reuniões consideradas como coação contra à sindicalização, além de distribuir material com propaganda nesse sentido. Ademais, a chefe de varejo da empresa, Deirdre O’Brien, recentemente discursou contra sindicatos, repercutindo a ideia de que seria um terceiro atravancando a relação entre a companhia e seus funcionários.

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Outro fator que pode ter contribuído para o arrefecimento da sindicalização foi o recente aumento de salários concedido pela Apple. Ironicamente, uma das principais razões que o motivaram aparenta ter sido a ameaça da formação de um sindicato, que agora está mais distante de se tornar realidade.

Segundo diretrizes do Conselho Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA, após cancelar uma votação desse tipo, outra só pode ser programada novamente após seis meses. A eleição aconteceria entre os dias 2 e 4 de junho, na próxima semana. Essa seria a primeira registrada no órgão a ser feita entre funcionários de uma Apple Store.

Essa decisão é vista como uma derrota em meio a alguns sucessos que o movimento de sindicalização vem obtendo. Trabalhadores de empresas como Starbucks e Amazon conseguiram formar sindicatos, de modo que esse tema está em bastante evidência no debate público, em especial nos EUA.

via AppleInsider

Atualização, por Luiz Gustavo Ribeiro03/06/2022 às 10:10

No Twitter, a conta responsável por repassar informações sobre o coletivo Apple Together informou que a votação para decidir sobre a sindicalização dos funcionários da Apple Cumberland foi adiada — e não propriamente cancelada.

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Eles apontam, ainda, que o adiamento não ocorreu “do nada” e que isso se deu pela forte iniciativa da Apple contra a sindicalização dos seus funcionários.

Psst, os trabalhadores de Cumberland não “cancelaram” seu voto para se sindicalizar, eles o adiaram. E não foi do nada; foi devido à intensa quebra de sindicatos da Apple. Os detalhes importam. #AppleTogether #UnionBustingIsDisgusting

Vamos continuar acompanhando as informações sobre esses movimentos, portanto.

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