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Conceito de iPhone

iPhone do futuro: tecnologias e mudanças que o aparelho pode ganhar

Mais de 15 anos depois do lançamento do primeiro iPhone, o smartphone continua sendo a principal fonte de receita da Apple e o aparelho do gênero mais desejado do planeta.

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Porém, muitos acham que a empresa está “estacionada” no que se refere à sua galinha dos ovos de ouro, de modo que, caso não implemente novas tecnologias e/ou mudanças em relação ao que ele é atualmente, a maior empresa do mundo acabará sendo engolida pelas concorrentes futuramente.

Fazendo uma breve análise, a última grande tecnologia incorporada ao iPhone foi o Face ID, com o lançamento do iPhone X (em 2017), o qual modificou a forma como usuários fazem a autenticação biométrica e ainda abriu margem para uma grande (e polêmica) mudança visual no aparelho.

Ainda tem muita coisa boa já programada (como a possibilidade de usar o smartphone como uma “maquininha” para receber pagamentos), mas e o que ainda não saiu do campo dos rumores ou da gaveta de patentes da Maçã?

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Neste post, vamos falar sobre algumas tecnologias que poderão ser incorporadas ao principal produto da Apple — inclusive algumas já presentes em celulares de outras marcas, mas que no iPhone seriam implementadas de um jeito, digamos, Apple-like.

Realidade aumentada

Em tempos de metaverso se tornando uma palavra comum no mundo da tecnologia, os iPhones certamente incorporarão tecnologias nesse sentido futuramente — o que já foi revelado pela empresa em algumas patentes.

A companhia, que tem trabalhado no campo da realidade aumentada e da realidade virtual há algum tempo, deverá integrar tecnologias imersivas nas próximas gerações do aparelho.

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Há realidade virtual e há realidade aumentada — ambos são incrivelmente interessantes, mas minha própria visão é que a realidade aumentada é a maior das duas, provavelmente de longe.

Tim Cook, CEO da Apple, numa declaração em 2016

Uma delas seria um sistema que pode detectar os arredores e exibir informações virtuais dos usuários em tempo real. Neste caso, o iPhone funcionaria como uma espécie de vestível, com um sistema de informação que seria configurado para que o modo de alta potência seja ativado quando um objeto fosse detectado pela câmera, por exemplo.

Outra patente muito interessante usaria a câmera do iPhone para facilitar a identificação de passageiros e carros contratados por aplicativos, à la Uber e 99. Usando realidade aumentada, um motorista conseguiria distinguir o usuário que contratou seus serviços em meio a uma multidão (saída de um show, de um jogo, etc.), o que pode ser uma tarefa bastante complicada.

Ao se aproximar de um local, o motorista poderia usar a câmera do aparelho para gerar dados de imagem e, através das características físicas do passageiro, ele seria identificado. Ao mesmo tempo, o próprio passageiro poderia também usar a câmera do iPhone para que o aparelho identifique o veículo contratado com base nas imagens geradas.

Essa, é claro, seria apenas uma das muitas possibilidades de utilização de uma tecnologia assim.

iPhone de vidro

Outra coisa que é há muito tempo cogitada é a possibilidade de a Apple lançar um iPhone completamente de vidro, com uma tela única que simplesmente faria o aparelho não contar nem mesmo com frente/verso.

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O iPhone teria laterais curvadas (diferentes das retas atuais) e elas também exibiriam conteúdo, bem como a parte superior e inferior — se é que dará para distingui-las. Isso faria com que o aparelho tivesse algo como seis telas, que seriam unidas e formariam uma única e grande tela de vidro.

Somente uma das laterais do aparelho seria utilizada com outros propósitos, como para abrigar o alto-falante e outros componentes.

Esse, inclusive, seria um sonho antigo de Jony Ive, bastante conhecido por ter imprimido seu DNA nos conceitos estéticos da Apple e que teria uma “grande obsessão” por produtos completamente de vidro. Foi ele, por exemplo, o responsável por projetar a carcaça translúcida do iMac G3, um verdadeiro sucesso lançado em 1998.

Um iPhone completamente de vidro ainda não é realidade por causa das limitações tecnológicas, já que desejo e conceito parecem não faltar por parte da Maçã. Será que vingaria?

iPhone expansível

A solução descrita anteriormente seria uma das alternativas da Apple a um cogitado iPhone dobrável. Algumas marcas, vale recordar, já investiram na tecnologia, mas a Maçã optaria por aumentar a tela útil dos atuais iPhones de outra maneira — talvez para não ter que literalmente “dobrar” a espessura do dispositivo.

Uma outra alternativa seria um iPhone com tela expansível, que funcionaria como se fosse um “pergaminho” — que, ao ser “expandido”, liberaria um aparelho com tela bem maior do que a presente nos modelos da Maçã atualmente.

Também registrada em patente pela empresa, a ideia poderia ser aplicada tanto no iPhone quanto no iPad, e a tela expansível permitiria aproveitar melhor certos tipos de conteúdo, como filmes ou séries do Apple TV+ — ou até mesmo jogos do Apple Arcade.

Seria algo semelhante ao que já foi revelado pela OPPO em 2021, o que nos mostra que a ideia não seria tão revolucionária assim. Porém, como já conhecemos a Apple, é de se esperar que ela seja implementada de uma maneira diferenciada.

iPhone sem portas

Boatos sobre o lançamento de um iPhone completamente sem entradas já são relativamente antigos. Como o termo já deixa bem claro, os aparelhos não contariam com a única porta que ainda lhes resta: o conector Lightning, responsável pela recarga.

Embora não saibamos quando, essa é uma coisa que mais cedo ou mais tarde acontecerá com os aparelhos da Maçã. Com a mudança, eles passarão a ser recarregados apenas sem fio — tecnologia disponível nos iPhones desde o modelo 8.

Hoje em dia, no entanto, existem algumas limitações para que isso seja finalmente possível. Em primeiro lugar, a potência de carregamento que é possível ser atingida nos padrões sem fio ainda é menor em relação ao que temos com fio.

Porém, a maior limitação se dá pelo fato de que o cabo ainda é necessário para realizar algumas operações com o iPhone, especialmente caso você queira restaurar o aparelho com ele desligado — o que necessita de uma conexão com um computador.

Outro ponto a se destacar é que, embora não seja novo, o carregamento sem fio ainda está longe de ser popular, de modo que uma mudança brusca como essa provavelmente causaria um impacto para lá de negativo na imagem da empresa.

Acredita-se que a recente retirada dos carregadores das caixas dos iPhones e, ao mesmo tempo, o lançamento do carregador MagSafe, tenha sido uma estratégia para “acostumar” os usuários com o novo e futuro padrão.

Ao que tudo indica, mesmo que muita gente ache que essa provável implementação acontecerá em um futuro próximo, ainda deverá demorar para que seja concretizada, visto que a Maçã está até mesmo testando o padrão de entrada USB-C nos iPhones antes de retirar o conector de uma vez por todas.

Outra “porta” que deverá ser extinta é a bandeja dos chips. Os aparelhos suportam, há muito tempo, um cartão SIM virtual e, segundo rumores, um iPhone sem essa bandejinha para chips físicos poderá ser lançado já neste ano.

Carregamento reverso

Já presente em aparelhos de outras marcas, o carregamento reverso (ou bilateral) é algo que poderia ter sido adicionado nos iPhones há muito tempo, mas que até agora não saiu do campo das possibilidades.

Com ele, seria possível recarregar um outro iPhone, AirPods ou até mesmo um Apple Watch o posicionando nas costas de outro iPhone ou de um iPad. É algo há muito tempo especulado pela mídia especializada e que caminha a passos relativamente lentos em Cupertino.

Modelo ZEPP03M, novo carregador MagSafe compatível com os iPhones 12 da ZENS
Bateria com carregamento reverso, que alimenta o iPhone e os AirPods ao mesmo tempo

Sabemos que caminha lento devido ao fato de a empresa ter implementado algo parecido com o lançamento do carregamento MagSafe, a partir dos iPhones 12. Mas o que o carregamento sem fio proprietário da empresa teria a ver com carregamento reverso? É que o iPhone já consegue recarregar a Bateria MagSafe atualmente, o que acontece quando ela está fixada ao aparelho ao mesmo tempo em que ele está sendo alimentado pelo cabo Lightning.

Porém, quando for adotado de vez no iPhone, o carregamento reverso poderia chegar de um jeito um pouquinho diferente. Uma patente da Apple indica que ele poderá acontecer diretamente na tela, o que poderá trazer algumas vantagens.

Isso possibilitaria, por exemplo, carregar um Apple Pencil ou os AirPods e ainda ver determinadas informações na tela, como notificações. Ainda assim, podemos imaginar que a sensibilidade ao toque seria temporariamente suspensa.

“iPhad”

Outra tecnologia que já foi adotada por concorrentes é a possibilidade de dobrar o aparelho e transformá-lo hora em celular, hora em tablet. Patentes da Apple indicam que essa é uma possibilidade que vem sendo estudada pela empresa há muito tempo.

No caso dos iPhones, eles virariam espécies de iPads quando desdobrados, o que daria ao aparelho características que o tablet da Maçã adquiriu com o desmembramento do iPadOS do iOS.

Seria possível, por exemplo, utilizar dois apps ao mesmo tempo, coisa que ainda não chegou aos iPhones e é um diferencial do iPad, bem como ficaria bem mais fácil trabalhar com mouse/teclado.

A Maçã, como bem a conhecemos, no entanto, não deverá lançar um aparelho com essa tecnologia antes que ela esteja completamente madura — diferentemente de como fizeram marcas como Samsung, Xiaomi, etc. Como sabemos, os aparelhos lançados por tais marcas contam com algumas deficiências, as quais são alvo de reclamações por parte de usuários, principalmente no que se refere ao acabamento, problemas com a dobradiça e com a tela.

Um iPhone modular?

Já pensou em ter um iPhone modular? No futuro, isso poderá ser possível. Outra patente da Apple indica que, futuramente, a empresa poderá lançar capas que podem adicionar funções extras ao aparelho e, inclusive, modificar a sua interface.

Provavelmente contando com tecnologia NFC1, as cases poderiam adaptar o iPhone para um modo “esportes”, um modo “jogos” ou até mesmo um modo “automóvel” — inclusive, com a possibilidade de adicionar botões extras ao aparelho.

No caso, a interface do aparelho se adaptaria ao modo em questão. Para jogos, por exemplo, o sistema operacional poderia focar automaticamente em desempenho e diminuir a atuação de aplicativos e processos em segundo plano.

O iPhone do futuro também poderia contar com espécies de docks que serviriam como alto-falantes — o que potencializaria o áudio dos aparelhos, despertadores e até mesmo algum projetado para automação residencial.

Seria algo semelhante ao que foi lançado no passado pela Motorola no antigo Moto Z, mas com o diferencial de que, no iPhone, a modulação aconteceria via NFC, e não com contato — como acontecia no aparelho Android.

E quanto ao próprio iPhone?

É de se imaginar que algumas das tecnologias ou mudanças levantadas acima poderão chegar a curto/médio prazo nos iPhones, e até que muitas podem nem mesmo ver a luz do dia — seja por inviabilidade de implementação ou pelo simples fato de a Apple não ver tanta necessidade/utilidade nelas.

Mas o fato é que nem mesmo sabemos se o iPhone existirá futuramente como o conhecemos hoje — um aparelho físico. Talvez o iOS e todo o ecossistema em torno dele sobrevivam, mas embarcados em algum outro dispositivo de realidade virtual e/ou aumentada.

Esse deverá ser o próximo grande passo revolucionário na tecnologia. Muitas empresas estão correndo para assumir a dianteira desse universo (como a Meta) e a Apple, é claro, é uma delas. Resta saber se o iPhone terá algum papel nessa empreitada ou se ele morrerá, como muitos outros produtos (apenas para exemplificar, o iPod), abrindo caminho para a nova galinha dos ovos de ouro da Maçã.

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