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iPadOS 16 vai (finalmente) turbinar a sua produtividade

iPadOS 16 num iPad com Apple Studio Display, teclado e mouse usando o Stage Manager

Como você acompanhou na cobertura completa aqui do MacMagazine, na semana passada tivemos a WWDC22, com a apresentação dos novos sistemas operacionais da Apple, que deverão ser lançados oficialmente em setembro/outubro deste ano.

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Tendo em vista que nesta coluna temos procurado analisar os recursos da Apple para o contexto do trabalho, vamos dar uma ênfase especial para as mudanças do iPadOS 16 que foram focadas no uso profissional do tablet.

Depois da decepção de 2021, boas notícias em 2022

Confesso que a WWDC21 foi uma grande decepção para mim. Como o lançamento do iPad Pro com M1 — que foi uma surpresa —, eu esperava uma grande evolução no iPadOS 15, com mais recursos de trabalho e aproximando mais o tablet do MacBook. Até um sonho distante de poder instalar DMG nele eu cultivei, mas nada aconteceu. As mudanças foram bem pequenas e mais ligadas ao visual do sistema.

Neste ano, no entanto, finalmente as mudanças foram significativas e justificaram o poderoso chip M1 no iPad. Você já deve ter lido nosso post com o resumo das características do novo sistema, mas aqui vou destacar as principais delas que podem turbinar sua produtividade e trabalho em equipe.

Colaboração

A Apple parece ter enxergado mesmo o iPad como um recurso especial para o trabalho remoto colaborativo, desde que, é claro, o usuário não trabalhe na própria empresa. 😛 Duas ferramentas muito interessantes foram apresentadas para fortalecer a colaboração em equipe e interação virtual de times.

Primeiramente, o recurso de colaboração trouxe uma cara nova para a possibilidade de trabalhar simultaneamente à distancia. O recurso permite trabalhar em parceria com grupos criados no Mensagens e no FaceTime. Agora, você pode convidar pessoas para colaborar em apps como Pages, Numbers, Keynote e vários outros. A ferramenta permite que mensagens sejam trocadas e até uma chamada via FaceTime seja iniciada diretamente no app no qual você está trabalhando.

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Além disso, é possível verificar quem está trabalhando ao mesmo tempo e em qual parte do documento estão atuando — aparentemente isso funciona de maneira muito semelhante ao trabalho em equipe nos aplicativos do Google.

No Safari, você pode convidar pessoas para que vejam abas em conjunto, visualizando em qual aba as pessoas estão. Quando outra pessoa compartilha uma aba, ela abre automaticamente para você, também. Além de um pacote bem considerável de apps nativos que utilizarão do recurso, será disponibilizada ainda uma API1 para que desenvolvedores também possam colocar o recurso em seus próprios apps.

O evento também trouxe um vislumbre de um novo app de colaboração: o Freeform. A proposta dessa ferramenta é oferecer uma espécie de quadro para trabalho em conjunto na criação de projetos e desenvolvimento de ideias. Será possível inserir uma gama de diferentes tipos de arquivos, como vídeos, fotos, documentos, entre outros. A interação poderá ser por texto, cursor e Apple Pencil. Pela apresentação, o aplicativo será bastante parecido com o Miro e o Mural, já bem conhecidos nessa funcionalidade. Além do iPadOS, o Freeform estará disponível também no iOS 16 e no macOS Ventura 13.

Vale destacar, no entanto, um limitador. Os novos recursos só podem ser compartilhados se todos os participantes forem usuários de produtos da Apple — e, obviamente, estejam rodando as últimas versões do sistema. Como sabemos, essa não é a realidade da maioria das empresas, especialmente no Brasil. Claro que esse ponto pode ser visto justamente como uma estratégia da Apple para impulsionar seus gadgets, mas se torna um grande obstáculo para trabalhar com times de diferentes empresas, por exemplo, nos forçando a adotar ferramentas mais universais.

Produtividade

Em termos de produtividade, três novidades muito esperadas foram apresentadas. Um importante upgrade foi demonstrado nos chamados desktop-class apps. Calendário, Contatos, Arquivos, entre outros serão aprimorados para que suas funcionalidades sejam mais semelhantes às das suas versões no macOS.

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Essas mudanças podem ser muito importantes, especialmente para o app Arquivos (Files), que é bastante limitado em relação ao Finder e com restrições bizarras, como a dificuldade de buscar tags para os arquivos. Esse tópico foi apresentado muito rapidamente, então teremos que esperar as versões beta para ter uma visão mais clara dessas melhorias.

Um segundo avanço apresentado no iPadOS 16 é a possiblidade de organizar e dimensionar os apps de maneira diferente na tela, uma evolução do recurso Split View. Na nova versão você poderá deixar os apps como tamanhos variados, conforme sua necessidade, facilitando as tarefas com aplicativos em conjunto.

O terceiro e, em minha opinião, o mais esperado e relevante avanço, foi o recurso Stage Manager. Finalmente a Apple entendeu a importância de incrementar a multitarefa no iPad. Inclusive, em sua apresentação, Craig disse que esse recurso é para usuários que levam ao limite as funcionalidades do M1 no iPad — sim, infelizmente essa novidade estará disponível apenas nos devices com o Apple Silicon.

Stage Manager no iPadOS 16

No novo sistema operacional, será possível ajustar o tamanho das janelas e usar uma espécie de Exposé, que permite visualizar outros apps abertos em ícones menores na lateral esquerda, bastante semelhante ao que acontece no macOS. Além disso, será possível trabalhar com janelas simultâneas e parcialmente sobrepostas (facilitando a interação entre elas), redimensionar o tamanho das janelas e criar grupos de até três apps para a disponibilidade lateral.

O Stage Manager resolverá também um dos problemas mais inconvenientes e inexplicavelmente de longa existência nos iPads: a impossibilidade de estender a tela com um monitor externo. Sim, meus amigos: finalmente a Apple abriu seus olhos para a realidade óbvia que as pessoas podem se interessar em usar o iPad com a tela estendida e não apenas espelhada. Segundo apresentado, será possível utilizar até oito apps simultaneamente com o iPad conectado a um monitor (quatro no iPad; quatro no monitor). Na keynote parece ter ficado subentendido que será possível conectar apenas um monitor, e também não ficou claro se a interação entre o iPad e o monitor será tão fluída como em um Mac, mas sem dúvida nenhuma foi um avanço fantástico.

O que faltou

Como nem tudo é perfeito, acredito que alguns itens poderiam ter sido apresentados nessa evolução do iPadOS.

Com a chegada do M1, existia muita especulação sobre uma versão do Final Cut Pro, do Logic Pro e também do Xcode para o iPad, mas isso não aconteceu.

O recurso muito celebrado da integração de chamadas de vídeo entre um iPhone e um Mac, facilitando o uso do smartphone como webcam, aparentemente não funcionará da mesma forma no iPad — o que seria muito bom, pois apesar do Palco Central, ainda não é tão boa a visualização da câmera do iPad em reuniões que você precisa estar próximo dele.

Conclusão

Desde o lançamento do iPad Pro (em 2018) e do iPadOS, que a Apple não fazia um avanço tão grande na direção de tornar o iPad uma opção real para substituição do computador no contexto profissional. Com o iPadOS 16, acredito que muitas pessoas poderão finalmente optar pelo tablet em vez de um notebook.

No entanto, para que essa mudança se consolide, outros apps (como por exemplo o Zoom e o pacote Office) precisam evoluir no mesmo nível, pois no iPad são ainda muito mais próximos de sua versão mobile do que a versão desktop.

Vamos torcer para que o empurrão da Apple atinja também os demais desenvolvedores!

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