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Apple paga 5x mais por vulnerabilidades do que outras

iPhone sendo hackeado

Parece que, num período de três anos, o Apple Security Bounty passou por uma redenção. Até 2019, o programa de recompensas pela detecção de falhas de segurança da empresa era conhecido por pagar pouco e não ter muitos atrativos. Nesse ano, ele passou por uma reformulação, tornando-se mais amigável aos pesquisadores de segurança, além de os valores pagos pelo encontro de vulnerabilidades ter subido.

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Pelo visto, as mudanças surtiram algum efeito. Um estudo conduzido pela AtlasVPN mostrou que a Apple paga cinco vezes mais a hackers que encontram brechas de segurança no sistema do que, por exemplo, a Samsung e a Huawei.

As recompensas da Maçã variam entre US$100 mil e US$1 milhão, enquanto a sul-coreana paga entre US$200 e US$200 mil. Já a empresa chinesa remunera o encontro de falhas em seus sistemas com valores entre US$200 mil e US$223 mil. Outras empresas pagam ainda menos, como a LG, cujo teto de pagamento é de US$4,2 mil, como mostra o gráfico abaixo.

Apesar disso, como lembrou o 9to5Mac, o Apple Security Bounty está longe de ser perfeito. Como também já mostramos aqui, não são raras as acusações de irregularidades no programa. Dois pesquisadores, por exemplo, acusaram a Apple de não ter creditado vulnerabilidades detectadas por eles em setembro e outubro do ano passado.

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Ademais, outros desenvolvedores têm uma opinião diferente da AtlasVPN. Já se ouviram relatos no sentido de que o programa de recompensas da Apple é inferior aos de empresas como Google e Microsoft. A cultura de silêncio e não reconhecimento de falhas da companhia, alega-se, também não ajuda, já que dificulta o processo de saber quais vulnerabilidades já foram descobertas.

Programas do tipo são muito importantes, já que garantem que a própria empresa que desenvolve os produtos e sistemas também apare as arestas de possíveis vulnerabilidades. Nenhum produto é perfeito, por isso sempre existem novas atualizações de segurança, já que crackers sempre tentam explorar brechas dos softwares. Alguns o fazem para alertar dos riscos, mas outros têm o objetivo de tirar proveito dessas falhas. Ao não melhorar o programa, estimula-se que os primeiros transformem-se nos segundos, ao vender o que foi detectado para cibercriminosos.

Complicado, não?

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