Informações da Reuters dão conta de que a Apple foi acusada mais uma vez pelo Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (National Labor Relations Board, ou NLRB), dos Estados Unidos, de interferir nos direitos de seus trabalhadores.
A nova acusação inclui restrições ao uso do aplicativo Slack, a demissão ilegal de uma funcionária e uma exigência para a exclusão de uma publicação no app de mensagens corporativo. Essas ações são vistas como tentativas de suprimir o direito dos trabalhadores de discutir e defender melhores condições de trabalho.
Esta é a segunda vez que o NLRB apresenta uma queixa contra a Apple neste mês. Anteriormente, a Apple foi acusada de impor acordos ilegais de confidencialidade e políticas excessivamente amplas sobre má conduta e uso de mídias sociais.
Em resposta à primeira queixa, a Apple negou qualquer irregularidade, afirmando respeitar os direitos dos funcionários. No entanto, a empresa não respondeu imediatamente à nova acusação — postura essa que vem se tornando comum com as recentes acusações contra a empresa.
O novo caso está relacionado a uma queixa apresentada por Janneke Parrish há quase três anos. Parrish alega que foi demitida pela Apple em 2021 por seu ativismo em prol do trabalho remoto permanente e pela denúncia de casos de discriminação na empresa. O Slack, utilizado amplamente durante a pandemia, foi uma ferramenta essencial para Parrish e outros funcionários discutirem suas preocupações.
A reclamação do NLRB menciona que a Apple proibia a criação de novos canais no Slack sem permissão e direcionava postagens sobre preocupações no local de trabalho a gerentes ou a um grupo chamado “People Support” (algo como “Suporte às Pessoas”). Laurie Burgess, advogada de Parrish, afirmou que a Apple violou extensivamente os direitos dos trabalhadores e busca uma ordem para rescindir as políticas ilegais e reembolsar Parrish por sua demissão.