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Ares de novidade — um review do novo MacBook Air de 13 polegadas

em 13 de julho de 2013 às 17:04 por

É incrível o que cinco anos conseguem fazer com a tecnologia. No início de 2008, o MacBook branco era um notebook de sucesso por embalar a praticidade e a segurança do OS X Leopard em um pacote leve e fino que cabia no bolso de qualquer um[1]. Soa fantástico que, até hoje, essa máquina tenha duas coisas que continuam competitivas: o trackpad e o teclado.

MacBook (Early 2008)

Avancemos para o meio de 2013. O MacBook branco não existe mais, a linha Air se tornou a porta de entrada para os Macs portáteis, e a Apple redefiniu o que se espera de um notebook. “Fino” não é mais “uma polegada”, mas sim “meia polegada”. “Leve” virou sinônimo de “menos de 2kg”. A necessidade de gráficos avançados no cotidiano de um civil (em contrapartida ao que um profissional de fotografia ou design requerem) se exacerbou. A autonomia de 3 horas ou mais se tornou risível — que tipo de pessoa usaria uma máquina (qualquer máquina!) que precisa de uma tomada oito vezes por dia?

MacBook Air (Mid 2013)

Mais ainda: o trackpad multitoque de 2008 era capaz de reconhecer rolagem (scroll) de dois dedos; contudo, em tempos de iPhones e iPads, isso é muito, muito pouco, quase nada[2]. Os teclados excelentes da Apple, por sua vez, sempre podem ficar melhores ainda com o advento da iluminação.

MacBook Air com teclado iluminado

Essas mudanças, trazidas pelos 60 e poucos meses que separam as duas máquinas acima, representam nada mais que um mundo de diferença que só pode ser apreciado plenamente quando você salta de uma para a outra, como quem sai da caverna pela primeira vez e vê os objetos reais, não apenas suas sombras.

Conecte, whirr, pronto

Uma coisa em que a Apple nunca me decepcionou foi na facilidade de fazer atualizações e migrações. Talvez eu seja apenas um FDP sortudo, mas nas atualizações do Leopard pro Snow Leopard, e deste para o Lion, nunca precisei formatar ou fazer grandes preparativos, e desta vez não foi diferente: ao ligar o Air, bastou passar pelos primeiros passos da configuração inicial e dizer que ia importar dados de um disco externo. Conectei meu Time Machine (um Western Digital USB 3.0 de 500GB) e meia hora depois tudo o que era meu estava pronto para uso, devidamente atualizado para o Mountain Lion.

Foi mágico! Os aplicativos estavam instalados, só precisei me logar na Mac App Store. As janelas estavam com as mesmas dimensões e nos mesmos lugares em que eu as havia deixado. Os arquivos estavam prontos para usar, esperando por mim no mesmo ponto em que eu os fechara minutos antes. Favoritos do Safari foram trazidos com perfeição. Todas as músicas no iTunes, requerendo só me logar para reproduzir os poucos arquivos que têm DRM. Até os desktops estavam no lugar, com as imagens de fundo já configuradas! Acho que só mesmo o Java (maldito Java, que a maioria dos bancos exige) ficou para trás e precisou ser baixado de novo. Ah, e o Launchpad: ele ficou um caos completo, tudo fora do lugar, o iMovie apareceu duplicado… blergh.

Tudo em que a migração entre Kindles ficou devendo, a migração entre Macs supriu. Neste ponto, todas as empresas podiam aprender com a Apple: funcionalidade deste naipe é o que faz as pessoas dizerem que Once you go Mac, you never go back.

Espaço, pra que te quero!

Um aspecto em que o “upgrade” ficou um pouco com cara de “sidegrade” foi na questão do espaço de armazenamento. Hoje em dia todo MacBook Air usa SSD, memória de estado sólido, como padrão. Isso significa que as máquinas ficam absurdamente rápidas, consomem menos energia e são mais confiáveis e silenciosas. Contudo, o preço do gigabyte, apesar de ter despencado nos últimos anos, continua absurdamente alto em relação a HDDs, discos rígidos magnéticos.

Meu MacBook branco tinha 160GB, dos quais eu usava cerca de 100GB, enquanto o Air conta com apenas 128GB — algumas coisas precisaram ficar para trás. Os primeiros a cair foram os filmes que eu guardava em arquivo e nunca tinha tempo pra ver; em seguida, imagens antigas; documentos da faculdade de três anos atrás; backups de um iPod extinto; fotos que eu nem sei por que mantinha. Enfim, uma faxina.

Mesmo com isso, não ficaram nem bem 30GB livres:

Espaço para armazenamento do MacBook Air

Espera aí! “Backups”? Yep, desde o Lion, todo Mac portátil tem essa mania de fazer cópias de segurança de tudo — os famigerados local snapshots. Eles seguem uma diretriz bem simples: Has room, will backup. Isso, porém, não impacta seu espaço disponível, como bem dá pra ver na barrinha de status do Finder:

Espaço para armazenamento do MacBook Air

O que fiquei sabendo é que o [Mountain] Lion usa até 80% do espaço disponível para fazer backups locais, de forma que você não vai apagar seus arquivos irremediavelmente enquanto estiver longe do drive externo configurado para usar o Time Machine[3]. Ainda assim, é bem capaz de em alguns dias o próprio sistema cuidar de reduzir o quanto esses backups ocupam, em suas faxinas no meio da madrugada e ao mandar coisas para seu HDD de backups externo. Power Nap deve servir pra esse tipo de coisa também, né?

Resta apenas saber como se livrar desse “Other” infame[4]. Uma opção é usar escrutinadores como o Daisy Disk (ou seguir as dicas deste artigo de suporte), mas daí fica a seu cargo investir tempo e dinheiro para tratar disso. Eu, particularmente, gosto de adotar uma postura de laissez faire em relação a coisas do OS X. Um dia isso pode me morder no traseiro, mas em quase cinco anos estou praticamente ileso.

Você vai precisar recarregar antes dele

Ah, a bateria! Esta geração do Air está sendo propagada[5] como a maior coisa que aconteceu a armazenamento de energia desde a pilha AA, e não é pra menos: 12 horas de autonomia sob uso regular?! Em 2010, a única explicação para algo do tipo seria feitiçaria — ou uma bateria externa do tamanho de uma Enciclopédia Britânica, alternativa que certos fabricantes de PC não têm o menor pudor de adotar.

Ver algo desta natureza, por sinal, era uma indicação de que você ia precisar de assistência técnica, pois só algo muito errado ia fazer uma bateria indicar quase sete horas de autonomia estando já lá pela metade:

Bateria do MacBook Air

Cerca de metade da carga, e ainda mais de seis horas pra queimar.

Isso significa que, num dia ordinário de navegação na web e produção de textos, você provavelmente vai ter que dormir antes de seu Mac precisar de uma tomada. Pode parecer besteira, mas um avanço desses muda a forma como encaramos mobilidade. Pra piorar (ou melhorar), o OS X Mavericks promete trazer ainda mais ganhos de autonomia, graças a tecnologias como Timer Coalescing, que reduzem a atividade do processador. Só tenha em mente que certas coisas não mudam nunca: o Flash continua sendo um poço no qual a eletricidade vai para morrer.

Agora, uma história de horror: sabe o que aconteceu com a bateria do meu MacBook branco? Ela inchou, e inchou muito, antes mesmo de chegar a ter ciclos o bastante para perder a capacidade. Um belo dia, eu tinha autonomia superior a três horas contínuas. No outro, nada de bateria — e a Apple, apesar de todo mundo dizer o quanto era “limpeza” conseguir uma troca, simplesmente lavou as mãos. Paciência: tirei a bateria e fiquei usando o Mac sempre na tomada, e salvo por isso ele continuou funcionando como um campeão.

Só que fica a pergunta no… ar: o que acontece se a bateria de um Air inchar? Imagino que a solução seja ir a uma assistência técnica e pedir para, pelo menos, desconectar e remover. Diz a Apple que usa uma tecnologia completamente diferente de bateria, e que isso vai evitar sinistros de tal natureza. Bom, vamos ver… Já existem histórias de Airs que incharam catastroficamente de uma hora pra outra, porém esse é o tipo de problema que leva tempo pra surgir e estes modelos são relativamente recentes. Fiquemos de olho.

Touch me, so I can get my SATISFACTION

O trackpad Multi-Touch (com iniciais maiúsculas) merece todos os louros que pudermos plantar nas terras férteis às margens do Nilo: os gestos são fáceis de aprender, simples de usar e se tornam segunda natureza mais rápido do que você imagina. Trocar de desktop ou ir de um app em tela cheia pro outro é suave, o zoom via pinça funciona esplendorosamente bem e até o gesto opcional de arrastar com três dedos dá conta do recado. Só um parvo ia querer uma tela sensível ao toque, tendo um trackpad destes (literalmente) ao alcance das mãos.

Trackpad do MacBook Air


A única coisa de que dá para reclamar, e ainda assim forçando a barra até ela virar um pretzel, é da sensibilidade da tecnologia capacitiva, que é exagerada para algumas coisas e deficiente para outras.

Minhas digitais grossas não parecem bem-vindas, às vezes é difícil registrar um toque por causa da camada córnea, que não é reconhecida, especialmente gestos de quatro dedos e movimentos de pinça. Pessoas de mãos ásperas podem ter dificuldade para usar — recomenda-se uma visita à manicure da sua preferência. No outro extremo, se partes macias passarem muito perto do trackpad (e o tamanho dele contribui para você nunca estar muito longe), mesmo sem encostar, elas podem acionar um toque, algo que me ocorreu durante algumas sessões de digitação. Numa nota relacionada, sempre lave bem as mãos com sabão líquido suave para ter a experiência perfeita de deslizar suave dos dedos.

Isso, porém, é procurar chifre em cabeça de cavalo. Você não vai encontrar nada parecido com isto em nenhum outro tipo de computador. Este trackpad é tão bom que faz a gente entender por que o Magic Trackpad existe: atualmente, ele é uma necessidade para um desktop ser usável em um mundo de MacBooks e iPads.

Janelas da alma

A tela de um notebook é um dos componentes mais importantes, pois é através dela que você vai ter acesso a tudo. Em reviews do Air, o consenso é mais ou menos que “é uma tela usável, mas nem se compara ao MacBook Pro Retina e deveria ter pelo menos 1080p”. Quem diz uma coisa dessas está inventando do que se queixar — mais até do que eu fiz com relação ao trackpad.

Um MacBook Air com tela Retina[6] seria, hoje, o equivalente a um pônei feito de diamantes. Lógico que todo mundo quer um desses! E já que estamos pedindo coisas maravilhosas, que tal adicionar também uma torneira de Nutella e outra de chocolate quente? E que tal um iPhone 5 de graça, na compra de um Air?

Quanto a pedir uma tela 1080p, bom, é um caso clássico de “ter cuidado com o que deseja”. As dimensões de um Air (seja de 11″ ou 13″) simplesmente não comportariam uma resolução dessas: tudo ia ficar pequeno demais na tela, a usabilidade iria pro inferno, sem escalas nem passagem de volta. Se já é difícil ler do jeito que está, imagina com mais pixels ainda acochados no mesmo espaço!

Zoom no MacBook Air

Comparação entre resolução nativa e zoom, no Safari em tela cheia.

Quer se queixar da tela do Air? Pois eu vou dizer como você faz isso: diga pra Apple que, em vez de colocar uma resolução de 15″ numa tela de 13″, deveriam ter colocado um painel IPS. Pronto! E ainda assim, pra quem acha que a tela do Air é um desastre para as cores do mundo, tente olhar para a tela de um MacBook branco. Aquilo, sim, era digno de choro, de pena[7]. O avanço da tecnologia nos brindou com um display mais fino, de cores mais vibrantes (alguns laranjas chegam a doer na vista), LEDs que brilham com o poder de mil sóis e ângulos de visão que podem até prejudicar sua privacidade.

Mas lógico, a tela de um MacBook Pro num corpinho destes seria maravilhosa… e uma torneira de Nutella também, que certamente seria mais útil que uma porta Thunderbolt.

This is where I would put a Thunderbolt peripheral… IF I HAD ONE!

Lindo, genial e fresco como uma flor

Em 2008 já havíamos chegado ao ponto da computação “boa o bastante”. Em termos de força bruta simples, um Core 2 Duo dá conta perfeitamente do cotidiano de um indivíduo médio. Navegadores, email, processador de texto, edição básica de imagens. Dá pra viver muito bem e ser feliz com um processador antigo, potência deixou de ser um problema há anos e anos.

Mas quem disse que precisamos ficar satisfeitos com isso?

O MacBook Air parece uma anomalia em termos de temperatura: ele não esquenta a cabeça com nada (salvo Flash). Nem a antena dele aquece. É surreal o quanto ele consegue se manter de boa, cool as a cucumber, como dizem nos Estados Unidos. E mais surreal ainda é ver os quatro núcleos dele[8] nunca passando dos 10% de uso, nem durante a execução de um vídeo em tela cheia.

Isso é surreal pra mim porque, lembre, meu MacBook branco é de um tempo em que os circuitos gráficos da Intel tinham praticamente a mesma funcionalidade de um pedaço de papelão com “GPU” escrito usando lápis de cera. Qualquer GIF fazia a CPU disparar loucamente, a temperatura subir e a ventoinha disparar. O Air, por sua vez, nem parece se dar conta de que alguma coisa está acontecendo.

Há limitações, evidentemente. A maior delas, na minha experiência, é a rolagem, que engasga em sites mais pesados, especialmente os que carregam imagens à medida que você passa por elas. Isso faz a aura de magia se dissipar e você lembra que está usando um computador desprovido de pó de pirlimpimpim… mas a Apple prometeu corrigir isso no Mavericks, usando a GPU para tornar o scroll mais suave, então há esperança.

Não fiz testes com jogos ou aplicativos gráficos pesados porque, sendo sincero, não é esse meu uso normal. Eu tenho um Xbox justamente para não ter que pensar coisas como “Será que roda no máximo? Ligo ou desligo o anti-aliasing?”, sempre achei isso um saco, passar mais tempo configurando do que jogando. Passo 70% do meu tempo no Safari, 10% no Byword, 5% no Pages e os outros 5% divididos entre Twitter, Mail, Preview e Pixelmator. Isso tudo com música do iTunes rolando ao fundo. E, sinceramente, se o branquinho já dava conta disso tudo com graça e dignidade, o Air faz por merecer uma estrela na testa.

Protocolo 21

Esta parte é especial para quem pretende comprar na Apple Online Store e mora em Estados brasileiros signatários do infame Protocolo 21. Diante da impossibilidade de aumentar a RAM de nenhuma outra forma, recorrer à loja da Maçã é praticamente obrigatório — ao longo da vida de qualquer computador um upgrade de memória é certeza, e no caso do Air esse momento tem que ser o ato da compra.

Pois bem, por conta de diferenças no valor do ICMS cobrado, alguns Estados do Brasil adotam a antipática política de tratar mercadorias brasileiras compradas pela internet quase como se fossem descaminho. Ao passar pela fronteira estadual, se não houver uma marcação enorme dizendo “Este produto pagou o ICMS do Estado de onde saiu e do Estado onde está entrando”, ele é proibido de circular. Para somar insulto à injúria, colocam o valor do imposto a recolher no nome do consumidor.

Ainda estou estudando os detalhes dessa prática, mas o que sei até agora quanto ao que ocorre na SEFAZ cearense, pelo menos, é que a comprovação do recolhimento do ICMS depende de um trâmite que leva de dois a sete dias úteis. Portanto, se você está em um dos Estados do Protocolo 21, esteja pronto para ver a entrega atrasar.

“E a Apple, ela não é culpada? Eu posso processá-la por não cumprir o prazo de entrega?” Bom… eu não sou advogado (ainda), mas acho que não é o caso — e olha que eu queria que fosse, pra poder descontar logo a raiva que senti. Essa postura adotada por certos Estados brasileiros é, no mínimo, questionável, e o atraso na entrega acaba sendo atribuível a uma espécie de fato do príncipe, o que isentaria a Maçã de culpa na causa do atraso, algo como “Eu fiz minha parte, não sou eu que mando na política tributária maluca deste lugar.”

Acaba que resta ao consumidor esperar, telefonar para a Apple[9], telefonar para a SEFAZ, ficar de olho e, se possível, tentar fazer alguma coisa para atacar esse problema na raiz, ou seja, no governo. Você pode, pelo menos, votar em candidatos que tenham em seu plano de governo uma proposta clara de reforma tributária, que no Brasil já passou da hora há, tipo, 20 anos. Se estiver a seu alcance atacar a constitucionalidade do Protocolo 21 ou a legalidade das práticas da SEFAZ (que penalizam o consumidor por uma “falta” do fornecedor), sinta-se à vontade.

No meu caso particular, o atraso foi até indolor: três dias. Nada mau, a meu ver, mas ainda assim vou cavar leis e doutrina pra saciar minha sede de vingança. Nada é pior que a fúria de um contribuinte lesado.

Detalhes

  • É incrivelmente acochado, o conector para fones de ouvido. E o som que vai pra eles é bem mais baixo do que na minha máquina antiga. Poder usar os controles e o microfone dos intra-auriculares da Apple é muito show de bola. Numa nota relacionada, os alto-falantes são altos, tanto que eles são mais irritantes do que funcionais, por não terem graves — soa como um celular tocando música no busão. Iggit.
  • O serviço Ditado (Dictation) é meio aleatório, mas muito dele depende da qualidade do som captado pelo microfone e não funciona em português ainda. Pra um brasileiro que fala inglês com sotaque, acaba sendo meio inútil, pois ele erra mais do que acerta. I even had some extra cozy moments. (eu tentei ditar “I even had some egg freckles moments”, o que é uma ironia hilária)
  • Pegar o Air de uma mesa exige treino, pois quase não tem computador onde segurar — assim como o iPod touch, a Apple chegou ao ponto em que o “fino” ficou “demais”.
  • O teclado do Air é tão mais silencioso que o do MacBook branco, cheguei a me assustar! As teclas também são um pouquinho mais rasas, creio que pela espessura da máquina, sem tanta da travel distance que alguns profissionais mencionam ao falar de teclados. Eu gostaria muito que a Apple inventasse uma forma de a retroiluminação passar apenas pelas letras brancas, e não pelas bordas das teclas.
  • Eu nunca tinha notado nas imagens de divulgação ou nos reviews, mas a tampa inteira do Air é contornada por um anel amortecedor de borracha na borda externa. Maluco, né? Eu jurava como a linha escura nas imagens era só o encontro das peças frontal e traseira da tampa. Quem tem transtorno de ansiedade vai ter que se segurar para não acabar cutucando isso até sumir, pois é tão macio e sedoso que dá vontade de morrer.
  • Os LEDs na tela e no teclado, ao serem desligados, não simplesmente apagam: eles têm um efeito suave de fade out. Isso quase me faz não sentir falta do indicador de “respiração” durante o sleep. “Quase”.

Conclusão

A Apple “quebrou” a evolução dos produtos de tecnologia ao lançar o iPhone. Depois dele, não apenas celulares, mas todo tipo de eletrônico passou a ter aspirações bem diferentes das de antes. O MacBook Air é exatamente o que um notebook precisa ser num mundo de iPads para continuar relevante. Se você não pretende jogar Crysis no máximo ou editar vídeo em Full HD 1080p profissionalmente, este é o computador ideal, o melhor do mundo, não tem pra onde ir.

MacBook Air (meados de 2013)

Só que daria pra dizer a mesma coisa de um MacBook há cinco anos. Isso me faz imaginar que tipo de loucuras serão o “normal” de 2018…


  1. Nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a frase completa ficaria “no bolso de qualquer um que passasse vários meses juntando dinheiro”, como foi o meu caso.  ↩
  2. Mas, aparentemente, só agora os fabricantes de PCs conseguiram implementar isso de forma aceitável.  ↩
  3. Apenas que não sirva de desculpa para não ser responsável com seus backups, pois merda acontece. Se um caminhão atropelar seu Air, você vai querer ter seus arquivos a salvo num HDD externo.  ↩
  4. Bom saber que pelo menos alguns gigas nele podem se dever ao arquivo que o OS X mantém para guardar o conteúdo da memória em disco durante a hibernação. No meu caso, pelo menos 8GB são dessa criança. E bom não esquecer que o Mountain Lion também precisa de um lugar pra morar.  ↩
  5. A César o que é de César, a Apple pode ter conseguido ser a primeira, mas não será a única a oferecer esse tipo de aberração. O mérito para tanta autonomia é da nova geração de processadores Intel, apelidada “Haswell”, e eles deverão se tornar padrão em todos os portáteis, PCs e Macs, até o fim deste ano, tornando 10 horas de autonomia o novo “normal”. O futuro é uma coisa linda — daqui a 5 anos vamos olhar para 2013 e rir destes números.  ↩
  6. Sabe o que me faz não invejar tanto as telas Retina? O zoom no Safari. Ele deixa o texto enorme, suavíssimo, e consegue até contrabalançar a densidade da tela, que é um pouco maior do que eu estava acostumado no MacBook branco — uma diferença de 44 para 50 pixels por centímetro, segundo a Wikipédia.  ↩
  7. E teve aquela hora em que eu fui ver uma capa que eu estava rascunhando no Pixelmator e tive vontade de morrer, pois ela era linda no MacBook branco e parecia lixo no Air. Pra piorar, eu tinha mostrado pra pessoas… Vergonha, vergonha muita!  ↩
  8. Não me pergunte. Eu sei que tenho o Air com um Core i5 de dois núcleos físicos. Aparentemente ele faz um babado de núcleos virtuais em dobro chamado Hyper-Threading, mas não me peça detalhes, pois eu sou completamente n00b em silício e estou apenas repassando o que vi no iStat Nano…  ↩
  9. A pessoa que me atendeu na Apple, por sinal, foi um exemplo de como se atende bem um cliente; eu realmente não esperava falar com alguém que estivesse tão por dentro da situação toda. Um conselho pra quem for fazer o mesmo e ligar para lá: lembre que a culpa não é de quem atende (seja na Apple ou na SEFAZ), mas sim de quem assina as leis — se quiser gritar pra extravasar, grite com um deputado estadual ou com o governador.  ↩

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Quem Escreve?
Halex Pereira
Halex Pereira
Formado em Ciências Biológicas e estudante de Direito pela UFC, Helton Alexandre "Halex" Pereira mora em Fortaleza (CE) e, aos 30 anos, conserva o gosto excêntrico de lutar pela integridade emocional de gadgets indefesos. Adora absorver informação e aprender coisas novas. Ele também gosta de desenhar e escrever nas horas vagas, além de curtir sua pequena família de gadgets — um iPod shuffle G3, um MacBook (Early 2008), um MacBook Air (Mid 2013) e um Kindle Paperwhite.
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