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ONG diz que Foxconn estava preparada para as visitas da Fair Labor Association

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iSlaveEm uma entrevista para o AppleInsider, Debby Sze Wan Chan, da ONG Students & Scholars Against Corporate Misbehavior, afirmou que a Foxconn estava preparada para as visitas da Fair Labor Association e que alguns trabalhadores de 16 e 17 anos foram dispensados ou transferidos para outros departamentos no dia da visita.

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Para quem não sabe, a idade mínima para se trabalhar, de acordo com o código de conduta da Apple, são 16 anos. Contudo, a idade exige uma série de medidas e proteções (quantidade de trabalho, tarefa realizada, entre outras coisas) que, supostamente, não são aplicadas nas fábricas da Foxconn. Segundo Wan Chan, a declaração de Tim Cook (CEO da Apple), na qual ele afirma que a empresa se preocupa com cada trabalhador de sua cadeia mundial de suprimentos, não é verdadeira. “O feedback dos trabalhadores nos mostra que eles não sentem essa preocupação. Na maior parte do tempo, eles sabem que os representantes da empresa estão dentro das fábricas. O problema não é que a Apple não conhece os problemas reais de seus fornecedores. Eles sabem, mas eles não se importam”, disse ela.

A Sacom criou uma petição através da qual luta pelo fim do trabalho estudantil, salários decentes, treinamentos (incluindo saúde e segurança), pela formação de um sindicato genuíno através de eleição democrática e recompensas para vítimas caso o código de conduta seja descumprido. Há dois anos, a organização tenta entrar em contato com a Apple a fim de entregar o material — eles inclusive já foram até Cupertino, porém, não obtiveram sucesso na empreitada.

Wan Chan confirma ainda que as matérias do NYTimes e da CNN retratam bem a realidade do país e das condições de trabalho, dizendo ainda que os empregados das fábricas são tratados como máquinas. O governo local ainda incentivaria isso, solicitando a escolas que enviem estudantes para estágios na Foxconn.

Foxconn

Mesmo com o recente aumento de salário, a Sacom acredita que o pagamento ainda está longe do que podemos chamar de justo, suficiente. Na média, empregados ganham US$214, sendo que ainda precisam pagar US$24 pelos dormitórios e US$32-US$48 pelas refeições. “Sem fazer muitas horas extras, o salário não é suficiente para eles viverem”, afirmou Wan Chan.

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Obviamente, este não é um problema somente da Apple, já que outras empresas também utilizam os serviços da Foxconn. Apesar dos problemas, Wan Chan disse que entrevistou um trabalhador da linha de produção da Nokia e que a finlandesa tenta garantir, no mínimo, um dia de folga por semana para seus trabalhadores — em linhas de produção de outras empresas, normalmente a folga é de duas em duas semanas.

Como resolver o problema (ou, no mínimo, amenizá-lo)? Para Wan Chan, os consumidores devem colocar pressão em cima das empresas. Essa seria a forma mais eficaz de se lutar por melhores condições de trabalho.

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