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15 coisas que detestamos no iTunes

Eu adoro o iTunes. Trata-se de um dos softwares mais importantes já criados e desenvolvidos pela Apple, sendo o pilar para a popularização do iPod e a entrada da Maçã no mundo de dispositivos digitais diversos para consumidores. É, também, ao lado do QuickTime e do Safari, um dos programas existentes para o mundo Windows que mais ajuda a atrair switchers para a plataforma Mac.

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Porém, nem tudo é perfeito. Software bastante maduro, o iTunes está hoje na versão 7.7.1 e ainda assim traz algumas funcionalidades irritantes e exclui outras que fazem bastante falta no seu uso diário. A PC World publicou recentemente um artigo intitulado 11 Things We Hate About iTunes que faço questão de resumir/comentar aqui no MacMagazine e, posteriormente, completar com alguns pontos pessoais; vocês, é claro, estão mais do que convidados a continuar esta discussão nos comentários deste artigo.

Vamos lá? 😉

1 – Updates pesados e mal testados. Algo que deverá mudar com a chegada do Snow Leopard poderia ser resolvido pela Apple com os chamados patches, ao invés de atualizações de todo o programa. Estou olhando a minha pasta /Applications/ neste momento e o iTunes.app pesa 146,2MB. Pô, imagina eu ter que baixar isso tudo de novo se sair, daqui a pouquinho, um pequeno update pra versão 7.7.2? Não faz sentido; não é todo mundo que tem conexões banda larga de verdade em casa. Patches são correções específicas, de alguns poucos KB ou no máximo um par de MB. Sem falar que, recentemente, o iTunes foi amaldiçoado por alguns updates bastante bugados e mal-testados; não muito Apple-like.

2 – Sai daqui, DRM! O chamado iTunes Plus está aí, mas a maior parte do catálogo da iTunes Store ainda é protegido por tecnologia que protege direitos autorais (DRM). Com outros serviços de grande porte e renome oferecendo toda a sua biblioteca online desprotegida — vide Amazon MP3 e Rhapsody —, inclusive de outras gravadoras senão a EMI (parceira da Apple no iTunes Plus), tá mais do que na hora de liberar os usuários a fazerem o que bem entenderem com as músicas que comprarem. No mínimo, quem é contra DRM já possui hoje boas alternativas.

3 – Gerenciamento de pastas. Muitas pessoas reclamam do gerenciamento de pastas proposto pela Apple para o iTunes, não entendem o seu funcionamento e questionam o porquê do software não buscar novas músicas automaticamente em pastas especificadas pelo usuário. A menos que você esteja ripando um CD pelo próprio iTunes ou baixando músicas da iTS, o programa depende que outros softwares se integrem e enviem pedidos de adição de novas músicas à sua biblioteca (como o Lime Wire), caso contrário o usuário precisa realizar o processo manualmente.

4 – Empurrando outros softwares para usuários de Windows. A obrigação de terem que usar o iTunes para gerenciarem seus iPods no mundo Windows abriu para a Apple a possibilidade de os “atingirem” (positivamente) com ofertas de outros produtos. Através do seu Software Update, a Maçã já gerou uma grande polêmica na rede quando praticamente empurrou o Safari para usuários do sistema operacional da Microsoft sem lhes perguntar se era interessante e sem deixar claro que tratava-se de uma sugestão de instalação de novo programa — hoje, ao menos, a coisa funciona desta forma. Muitos usuários se espantaram, também, ao descobrir um novo ícone do MobileMe no Painel de Controle do Windows, vindo do nada, sem avisar.

5 – Ausência de um serviço de assinatura. Rumores indicam que este está bem próximo de se tornar realidade… e deveria, mesmo! Cobrar uma mensalidade/anuidade e permitir que usuários baixem quantas músicas quiserem (que, neste caso, podem ser protegidas por DRM — o modelo é diferenciado) é uma ótima forma de fazer com que as pessoas descubram novos sons interessantes e, conseqüentemente, acabem comprando mais músicas.

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6 – iTunes tomando decisões por nós. Quem assina muitos podcasts sabe bem como que o iTunes reage quando você não consegue ouvir algum deles por muito tempo: ele simplesmente pára de baixar novos episódios! Peraí: quem devia decidir isso somos nós, não é? Afinal de contas, pra que servem os HDs com tanta capacidade como os de hoje? Este é um ótimo exemplo de recurso que a Apple com certeza pensou muito bem e que para muitos deve ser bastante útil e pertinente, mas que peca em uma preferência para usuários mais avançados que gostam de ter controle sobre como seus softwares se comportam.

7 – As caixinhas de seleção misteriosas. Desde que eu me lembro como usuário do iTunes, no canto esquerdo da lista de músicas cada uma delas possui uma caixinha de seleção que… eu nunca usei! Por que? Não sei, talvez porque não vejo necessidade. Mas e se eu não sei pra que servem? Pois é: caso você não saiba, faixas desmarcadas não são reproduzidas quando você estiver ouvindo a sua biblioteca (ou uma playlist) e, caso defina isso nas opções do seu iPod/iPhone, também não serão sincronizadas com o seu gadget. No final das contas, até que são úteis.

8 – Deixa de briguinha com a NBC. Ok, a história já deu o que falar, já foi, já ameaçou voltar, já desistiu, já foi pro concorrente… mas será que a Apple e a NBC não entendem que está na hora de voltarem a fazer dinheiro juntas e, além disso, fazer muitos dos seus consumidores felizes? Em breve vêm aí novas temporadas de grandes programas como Chuck, Heroes, 30 Rock e The Office e nenhum deles está mais disponível na iTS. Que tal fazerem as pazes?

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9 – Mini-controlador para a barra de menus. O modo MiniPlayer do iTunes é bem bacana e dá até pra ficar em cima de todas as outras janelas, mas para muitos não é o ideal. Existem vários programas de terceiros e extensões do Firefox que fazem algo que já devia existir nativamente no programa há tempos: um mini-controlador para a barra de menus do Mac OS X. Bastam alguns botõezinhos para controlar a faixa que está tocando, volume, reproduzir/parar e, quem sabe, um pequeno indicador opcional do artista + faixa em reprodução e acabou! Show de bola.

10 – Padrão de playlists. Oferecer esta funcionalidade não faria muito sentido para a Apple, mas se ela quer ser bem vista pelos seus consumidores, não custaria nada passar a utilizar o formato universal .m3u para listas de reprodução do que o seu proprietário. O iTunes permite a exportação de playlists, mas elas só podem ser reimportadas nele próprio. Ou seja, se a pessoa tem uma biblioteca gigantesca de músicas no iTunes, a menos que utilize alguma solução desenvolvida por terceiros (para Windows: 1 e 2), não é possível transferi-la para outro gerenciador concorrente ou player que não o iPod.

11 – Cadê os e-books? Há muito tempo o iTunes deixou de ser um reprodutor de músicas para se tornar um repositório multimídia. Então, por que diabos a Apple acha que as pessoas só se interessam em ouvir livros (audiobooks)? Tá na hora de incorporar suporte para e-books no programa e implementar uma funcionalidade super bacana nos iPhones e iPods touch — que poderiam rapidamente se tornar fortes concorrentes do Amazon Kindle. “Arraste o dedo no canto da tela para passar a página”, que tal?

E aí, adicionamos:

12 – Suporte a mais padrões. Se não quiser implementar nativamente, que pelo menos facilite o desenvolvimento e implementação de plugins para formatos como FLAC, Ogg Vorbis, APE e outros que não podem ser reproduzidos hoje em dia no iTunes.

13 – É pra converter ou não é? Outra funcionalidade presente no iTunes mas bastante chata é a de converter arquivos para outros formatos. Caso você não saiba, o menu Advanced traz essa opção, também acessível clicando com o botão direito do mouse (ou com Ctrl) em qualquer arquivo. O problema é que ele só permite você converter o arquivo selecionado para o formato configurado nas preferências do iTunes (em Advanced » Importing, caso você não saiba). Justo, bem Apple-like; mas e se eu segurasse Option na hora de clicar, não seria bacana poder escolher qualquer formato que eu quisesse, sem ter que modificar a configuração geral do programa?

14 – Contagem de músicas reproduzidas. O iTunes só entende que você escutou uma música (e adiciona +1 no Play Count) quando ela termina. Isso é horrível, porque se eu decido avançar uma música logo antes do finalzinho dela, ele considera que eu não a escutei. O Last.fm, por exemplo, contabiliza uma faixa reproduzida na metade dela, o que faz mais sentido. Para você ter uma idéia de como isso é furado, se você não escutar uma música mas avançar para o finalzinho dela, basta ele pular para outra faixa para que uma reprodução a mais seja contabilizada.

15 – Mesma faixa, múltiplos álbuns. Eu sou o tipo de pessoa que adora ter álbuns completos em sua coletânea. Às vezes, posso não conhecer uma ou outra faixa, mas de vez em quando fico a fim de ouvir sons novos, enfim… pra mim é sempre muito bacana. Isso, porém, acarreta o fato de que eu tenho muitas músicas repetidas, por aparecerem em diversos álbuns diferentes — às vezes do mesmo artista, às vezes de coletâneas “Best Of” ou “Top Hits” da vida que encontro por aí. Penso que seria super bacana se eu pudesse designar mais de um álbum pra uma mesma faixa, de forma que ela só tomasse espaço uma única vez no disco, mas que aparecesse múltiplas vezes na minha biblioteca do iTunes — em cada um dos álbuns onde pode ser encontrada.

A lista de coisas boas do iTunes certamente é muito maior do que esta, mas seria muito pedir essas melhorias pra sua versão 8.0, Apple? 🙂

[Dica do Felipe (Foier) e do Edson Andrade, obrigado!]

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