Na WWDC23, foram dedicados alguns minutos especialmente para os novos recursos dos AirPods. Com o lançamento dos próximos sistemas, alguns dos usuários dos fones de ouvidos da Maçã terão acesso a novos recursos, tais como o Volume Personalizado, o Conversation Awareness (algo como “Consciência de Conversação”) e o Áudio Adaptativo, que une o modo Ambiente ao Cancelamento Ativo de Ruído.
O problema é que só alguns usuários poderão aproveitar as novidades, já que esses três novos recursos serão compatíveis com os AirPods Pro de segunda geração. Assim, o modelo mais caro da linha, os AirPods Max, o único no formato circum-auricular (over-ear), não receberá essas novas funções — algo que certamente desagradará bastante os usuários que tanto investiram no produto.
Apesar de não ter sido dada nenhuma justificativa oficial para as restrições, o hardware dos fones pode ser uma pista de alguma limitação real em relação aos recursos. A segunda geração dos AirPods Pro é o único modelo que tem o chip H2, enquanto os demais fones — incluindo o Max — contam com o H1 ou W1 (no caso da primeira geração dos AirPods). Nesse sentido, mesmo tendo dois chips H1 (um em cada fone), o modelo mais caro da Apple não terá acesso aos recursos incrementais anunciados.
Outras duas novidades que não chegarão aos fones mais avantajados são o comando “Siri” mais simplificado (em inglês) e a troca automática entre dispositivos mais rápida. Basicamente, entre os novos recursos, os AirPods Max receberão apenas a função de ativar/desativar o mudo pressionando a Digital Crown durante ligações.
Esse “esquecimento” do produto também revela o seu já relativamente alto tempo no mercado. Os fones de ouvidos over-ear da Apple foram originalmente lançados no fim de 2020, ainda que o alto preço (R$6,6 mil no Brasil) intensifique a insatisfação em razão da ausência sucessiva das novidades.
Há algum tempo, há rumores de que a empresa lançará uma nova geração dos AirPods Max, a qual poderá chegar só no fim de 2024 ou no começo de 2025. O novo modelo poderá trazer o chip H2 (ou algum mais avançado) e, com isso, os novos recursos deverão se tornar compatíveis com o fone mais caro — portanto, potenciais compradores do modelo podem considerar aguardar o lançamento de uma nova geração, dado o atual cenário.
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via 9to5Mac