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Seis meses depois, onde estão as extensões web para o Safari?

O catálogo de extensões para o navegador continua fraco — e pouca coisa mudou
Extensões no Safari

Se vocês bem se lembram, a WWDC20 trouxe uma novidade interessante para usuários do Safari: depois de alguns anos admitindo apenas extensões próprias, empacotadas como aplicativos dentro da Mac App Store, a Apple resolveu voltar às origens e aceitar novamente extensões web para o navegador.

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Na verdade, não seria bem isso: como explicamos nesse post, desenvolvedores poderiam pegar suas extensões para outros navegadores, como o Chrome, e “reempacotá-las” no Xcode sem grande dificuldade, enviando-as imediatamente para a loja de aplicativos.

Era de se esperar, portanto, que a novidade proporcionasse uma explosão de novas extensões para o Safari em poucos meses, certo? Bom… pelo visto, não.

O jornalista Jason Snell, do Six Colors, publicou recentemente um artigo fazendo justamente esse levantamento: segundo pesquisas e entrevistas feitas por ele, desenvolvedores não estão “reembarcando” no Safari. E isso pode ser comprovado dando uma olhada na galeria de extensões do navegador na Mac App Store, que continua basicamente a mesma em relação a seis meses atrás, quando a novidade das extensões web foi anunciada.

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Snell perguntou a alguns desenvolvedores as suas posições em relação a novidade. Um dos testemunhos mais reveladores foi o de Andrew Abrahamowicz, criador da Library Extension (extensão, ainda não disponível para o Safari, que coloca a disponibilidade de livros em bibliotecas próximas quando você acessa sites de livrarias online).

Segundo ele, apesar da aparente simplicidade, desenvolver ou portar extensões para o Safari ainda é uma tarefa complicada: você precisa ter uma conta de desenvolvedor da Apple (US$100 ao ano), acesso a algum tipo de hardware da Maçã, familiaridade ao ambiente do macOS e às ferramentas de desenvolvimento da empresa e, por fim, ainda ter um entendimento amplo do funcionamento do Safari e a sua incompatibilidade com alguns recursos empregados por certas extensões. Em muitos casos, o investimento simplesmente não vale a pena.

Outro caso é a da Beyond20, uma extensão focada no RPG1 Dungeons & Dragons que integra-se a serviços online de listas de personagens e servidores. Na sua página de suporte, o criador da extensão diz o seguinte:

Isso [a disponibilidade no Safari] infelizmente não acontecerá porque eu não uso o Safari e ele não é baseado no Chromium, então o processo exigiria trabalho adicional para fazer uma extensão funcional. Até a Microsoft me contatou pedindo para que eu colocasse a extensão na loja do Edge (sem precisar de quaisquer modificações) e eu estou hesitante, por causa do trabalho extra de enviar o pacote para cada loja a cada atualização.

Fazer a Beyond20 funcionar no Safari seria uma dor de cabeça que eu acho que nunca estarei pronto para encarar. Foi mal!

Ou seja: por mais que a Apple tenha simplificado o processo de publicar extensões para o Safari, a coisa toda ainda não é simples o suficiente — e talvez nunca seja, porque várias das limitações encontradas pelos desenvolvedores estão na própria natureza do navegador e do ambiente de desenvolvimento da Apple.

Talvez a reação fosse outra se o Safari fosse um browser com base gigantesca de usuários — ele é, mas apenas no iOS (e ainda não temos extensões por lá). Do jeito que é, parece que teremos de nos conformar em usar um navegador com oferta pequena de extensões — ou, claro, partir para outras alternativas.

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