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Estudo corrobora interferência de iPhones 12 em marcapassos e CDIs

As recomendações da Apple continuam valendo, entretanto
Marcapassos
Shutterstock.com

Vocês provavelmente acompanharam, ao longo dos últimos meses, a saga ligeiramente constrangedora (para a Apple, claro) sobre a questão da possível interferência dos iPhones 12 em marcapassos e CDIs (desfibriladores implantáveis).

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Para quem não se lembra: primeiro, a Maçã afirmou que os ímãs MagSafe não representariam nenhum risco extra aos usuários desses dispositivos; em seguida, um estudo mostrou que isso não era bem verdadea empresa precisou voltar atrás e publicar um alerta em seu site.

Pois um novo estudo, publicado na última semana, chegou para corroborar as conclusões da pesquisa anterior. De acordo com as descobertas do cardiologista Gurjit Singh e seus colegas, do Henry Ford Heart and Vascular Institute, sim, os iPhones 12 podem causar problemas no funcionamento de marcapassos e CDIs por conta da interferência eletromagnética causada pelo MagSafe.

Isso acontece porque os dispositivos cardíacos “obedecem” a comandos externos, também baseados em impulsos magnéticos, para permitir que médicos e profissionais façam ajustes em seu funcionamento sem a necessidade de uma cirurgia.

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No estudo realizado pelo Dr. Singh, os médicos aproximaram um iPhone 12 Pro do tórax de um paciente com um desfibrilador implantado. O resultado foi surpreendente: o dispositivo médico foi imediatamente desativado, o que surpreendeu todos os presentes. De acordo com Singh:

Quando nós aproximamos o iPhone do tórax do paciente, o desfibrilador foi desativado. Nós vimos no programador externo do desfibrilador que as funções do dispositivo foram suspensas e continuavam suspensas. Quando nós afastamos o iPhone, o desfibrilador voltou a funcionar imediatamente. Nós ficamos assombrados — nós pensávamos que os ímãs [do iPhone] seriam muito fracos para enganar o interruptor magnético do desfibrilador.

O estudo completo foi publicado pelo Dr. Singh e sua equipe na revista científica HeartRhythm do último dia 4 de janeiro. As descobertas são importantes, segundo o médico, por conta da quantidade de pessoas potencialmente afetadas: apenas nos Estados Unidos, mais de 300 mil pessoas fazem cirurgias anualmente para implantar marcapassos e CDIs — ao mesmo tempo, um em cada quatro smartphones vendidos no país no fim do ano passado era algum modelo do iPhone 12.

No fim das contas, a recomendação para esses pacientes continua sendo a mesma: sempre manter o smartphone — seja um dos iPhones 12 ou qualquer outro — a uma distância segura do tórax: ao menos 15cm, ou mais de 30cm durante o carregamento sem fio. É, entretanto, recomendável consultar o seu médico e o fabricante do seu marcapasso para obter orientações específicas.

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Cuidem-se!

via MacRumors

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