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Apple classifica app indígena como fraudulento e se desculpa

Enquanto isso, apps realmente fraudulentos continuam na loja

Quem estava com saudade das já características barrigadas da App Store? O caso mais recente veio do Canadá e tocou em um assunto bem importante: a representação de povos originários nas lojas de aplicativos e no mundo digital como um todo. As informações são do Global News.

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Brendan Eshom, calouro da Universidade da Colúmbia Britânica e membro da comunidade indígena Ts’msyen First Nation (presente no norte da província e no estado do Alasca, nos Estados Unidos), criou um aplicativo gratuito para iOS e Android com o objetivo de promover e espalhar o conhecimento sobre o idioma do seu povo, o Sm’algyax.


Ícone do app Sm'algyax Word
Sm'algyax Word de Brendan Eshom
Compatível com iPadsCompatível com iPhones
Versão 1.0.8 (19.5 MB)
Requer o iOS 9.0 ou superior
GrátisBadge - Baixar na App Store Código QR Código QR
Screenshot do app Sm'algyax WordScreenshot do app Sm'algyax WordScreenshot do app Sm'algyax Word

O aplicativo, chamado Sm’algyax Wor‪d, tem funcionamento bem simples: todos os dias, o app seleciona uma palavra do idioma e a coloca em destaque na sua tela inicial. É possível conferir o significado da palavra, bem como a forma de pronunciá-la, e checar uma lista das palavras destacadas anteriormente no app. O problema é que… a Apple viu indícios de fraude no aplicativo e o removeu temporariamente da App Store.

Não se sabe exatamente o que engatilhou o sistema de detecção de fraudes da Apple, mas o aplicativo de Eshom atingiu cerca de 600 downloads em poucos dias após o lançamento, em julho passado — com isso, o app chegou rapidamente à lista de mais baixados na categoria “Educação”. O estudante recebeu apenas um email automático da empresa, afirmando que o app tinha sido removido e sua conta de desenvolvedor seria encerrada por “atos desonestos e fraudulentos”.

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Eshom tentou, sem sucesso, contatar a Apple para obter mais informações sobre sua situação. O estudante só conseguiu uma resposta quando expôs seu caso ao Consumer Matter, uma editoria do Global News dedicada a consumidores que têm problemas com grandes empresas. A história foi publicada e, só então, a Maçã veio a público afirmar que tudo não passou de um erro.

Em nota enviada ao jornal, a equipe da App Store pediu desculpas a Eshom e aproveitou a oportunidade para elogiar a sua criação:

Manter a integridade da App Store é uma responsabilidade que nós levamos muito a sério para garantir a segurança dos nossos usuários e dar a cada desenvolvedor uma plataforma para compartilhar suas ideias mais brilhantes com o mundo. Infelizmente, o app desse desenvolvedor, que é um ótimo exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para criar pontes de compartilhamento cultural, foi erroneamente removido da App Store.

Nós pedimos desculpas pelo erro e ao Sr. Eshom pela inconveniência causada. Nós já restauramos o aplicativo e sua conta de desenvolvedor, e continuaremos nos esforçando para garantir que casos como esse não voltem a ocorrer.

Que bom, então, que ficou tudo bem. A história, entretanto, não deixa de ser preocupante — especialmente considerando que um desenvolvedor não conseguiu entrar em contato com a Apple mesmo diante de um erro crasso da loja, e mais especialmente ainda lembrando de todos os apps de fato fraudulentos que continuam disponíveis na App Store.

via MacRumors

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