Entra trimestre, sai trimestre, e os iPads continuam sendo os reis do mercado de tablets sem grandes ameaças à sua posição. Os números mais recentes da IDC, referentes ao primeiro trimestre de 2021, reforçam este cenário — e confirmam a tendência de alta do segmento.
Segundo a firma, a venda de tablets cresceu 55,2% na comparação ano a ano, totalizando 39,9 milhões de unidades despachadas globalmente. A última vez que o mercado tinha crescido tão fortemente foi em 2013, quando os tablets ainda estavam em fase de crescimento — na época, o segmento subiu 56,9% na comparação ano a ano.
Neste cenário, a Maçã continuou nadando de braçada: foram 12,7 milhões de iPads vendidos no último trimestre — um crescimento de 64,3% em relação aos 7,7 milhões de unidades despachadas no primeiro trimestre de 2020. Com isso, a Maçã tem agora 31,7% do mercado de tablets, mantendo sua fatia de mercado basicamente estável.
Samsung (8 milhões de unidades), Lenovo (3,8 milhões), Amazon (3,5 milhões) e Huawei (2,7 milhões) completaram o Top 5 — vale notar, entretanto, que Lenovo e Amazon tiveram um crescimento muito superior ao restante do mercado, mais que dobrando a venda de tablets no comparativo anual.
Chromebooks vendendo muito bem
Em uma nota relacionada, a IDC fez também um levantamento da venda de Chromebooks — um segmento que pode ameaçar os iPads e o mundo dos tablets em geral, especialmente em faixas mais básicas/intermediárias — e constatou um crescimento muito maior: os computadores viram um salto de 357% nas vendas em apenas um ano, com HP, Lenovo e Acer liderando o segmento.
Como já nos acostumamos, a justificativa para as vendas em alta está na COVID-19 e na quantidade cada vez maior de pessoas adotando esquemas de trabalho e estudo doméstico.
Segundo Anuroopa Nataraj, analista da IDC:
Por mais que as vacinas e o retorno ao trabalho em escritórios desacelere a tendência do home office, ainda estamos muito longe de um retorno às condições “normais” de trabalho, o que explica o fato de que a demanda por tablets, especialmente os destacáveis, deverá continuar em alta por um tempo. Entretanto, conforme os consumidores cada vez mais voltam suas atenções a outras categorias, como os notebooks finos e leves para trabalho/entretenimento ou os Chromebooks para educação, o futuro dos tablets continuará sob constante concorrência — deixando o trabalho pesado para marcas maiores como Apple, Samsung, Amazon e Microsoft.
Vejamos, portanto, como estaremos nos próximos trimestres.
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via AppleInsider
