Já estamos carecas de saber quão rápido o chip M1 é, e mesmo que o processador tenha se saído muitíssimo bem em diversos benchmarks (inclusive nos novos iMacs), existe um fator tão importante quanto a rapidez em si: sentir-se rápido. Macs equipados com o chip M1, mesmo em situações de muito estresse, raramente passam por engasgos. Você já se perguntou o porquê disso?
Bem, uma maneira muito eficaz de dar uma boa impressão de velocidade é separar os processos do macOS e os apps/programas de usuários para que eles usem núcleos diferentes, e isso é o que o M1 faz. O The Eclectic Light Company realizou uma série de testes em Macs com chips da Intel e da Apple, a fim de descobrir mais a respeito.
Diferenciando os núcleos
Diferentemente da arquitetura Intel x86, o Apple Silicon é um processador assimétrico — ou seja, possui núcleos de alto desempenho e de alta eficiência. No caso do M1, temos quatro núcleos de cada.
Outra parte essencial do M1 é o QoS (Quality of Service), técnica que prioriza atividades realizadas pelo Mac de acordo com o nível de prioridade delas. No caso do M1, desenvolvedores podem usar o QoS para categorizar e priorizar os processos de seus aplicativos conforme achem necessário, algo que não é possível em Macs com chips da Intel.
Existem cinco níveis de prioridade do QoS, os quais quatro ficam a cargo da definição do desenvolvedor e um a cargo do próprio M1. Desta forma, o Mac entende mais facilmente qual núcleo de processamento (alta performance ou alta eficiência) deve realizar determinadas tarefas, podendo economizar bateria ou realizar uma tarefa mais rapidamente, dependendo da escolha.
Comparando o M1 a chips da Intel
De acordo com os testes realizados pelo desenvolvedor Howard Oakley, Macs com processador M1 executam tarefas de pouca intensidade e serviços do macOS (os quais possuem QoS de baixa prioridade) exclusivamente nos núcleos de alta eficiência. Assim, os núcleos de alta performance ficam livres para o usuário executar as suas tarefas com maior rapidez. Essa separação das atividades torna os processos muito mais fluidos, já que as tarefas do sistema não prejudicam a execução das do usuário.
Mas é claro que nem todos os seus apps estarão rodando sempre em alta performance; o M1 é inteligente o suficiente para definir o núcleo a ser usado conforme a necessidade e os recursos exigidos.
Já no caso de Macs com processadores Intel (um Xeon W com oito núcleos, por exemplo), não há essa segregação entre as tarefas de alta e baixa prioridade (QoS) em núcleos diferentes. Assim, quando o macOS começa a engasgar com algo, ele também afeta processos do usuário.
Diante dos testes, podemos perceber que o papel dos núcleos de alta eficiência é executar tarefas/recursos em background e deixar livres os núcleos de alta intensidade para executar tarefas que realmente necessitem de poder de processamento.
Desta forma, o Mac estará sempre pronto para executar seus processos, da forma mais inteligente possível.
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via Ars Technica