A demora foi longa. Eles prometeram para julho e então, desde o primeiro dia, eu fiquei aguardando a liberação… que só apareceu no dia 24! Quase me arrisquei na beta de desenvolvedor, mas finalmente chegou a versão beta pública do iPadOS 26.
Como eu disse no post em que comentei a WWDC25, as mudanças propostas nesta nova versão do sistema operacional do iPad prometem ser as mais relevantes (embora até atrasadas) dos últimos tempos. Vamos lá, então, às primeiras impressões.
Impressões gerais e visual
Por ainda ser uma versão de testes, é normal que algumas coisas não funcionem bem, mas essa compilação inicial está muito boa, sem bugs aparentes. Obviamente, isso pode mudar durante o processo, mas não tive nenhum prejuízo de operação ao instalar a beta pública.
O famoso Liquid Glass, com a promessa do visual moderno e translúcido, por enquanto está só na promessa mesmo. Eu havia lido em alguns blogs especializados que a primeira versão beta para desenvolvedores tinha trazido os ícones transparentes demais, o que gerou reclamações. Acredito que agora eles passaram para o outro extremo: um visual meio cinzento, parecendo mais que os ícones perderam a cor e ficaram em preto e branco do que um transparente lembrando vidro. Testei colocar o iPad no modo claro (costumo usar no modo escuro), mas a impressão continuou. Esse é um item no qual eles terão que trabalhar muito nas próximas semanas.
Multitarefa
Promessa feita, promessa cumprida. O novo sistema multitasking do iPadOS está muito bom! No começo a gente estranha um pouco, por estar muito acostumado à experiência (ruim) anterior, mas logo o processo se torna natural.
O interessante é que foi possível aproximar do modo Mac sem perder o perfil iPad. Explico: embora ele tenha a lógica de poder redimensionar as janelas em qualquer tamanho e posicioná-las em qualquer lugar, não ficou parecendo que estamos usando o macOS — o touch continua tendo o seu espaço e com bastante sentido. Especialmente em meu iPad, que é de 11″, redimensionar as janelas com as mãos ficou muito confortável!
O ponteiro do cursor fez menos diferença do que eu imaginava. Eu não gostava de usar aquela bolinha, mas não senti uma melhoria visual como esperava. Talvez porque não é propriamente igual aos ponteiros tradicionais ou parecia algo maior do que realmente era.
Por outro lado, a barra de menus ficou muito bonita! As bolinhas vermelha, amarela e verde do “semáforo” estão com cores vivas e destacadas. O detalhe de ficarem reduzidas e aumentarem de tamanho ao tocar/clicar nelas é um diferencial pequeno, mas bem interessante.
Arquivos
Aqui estavam as maiores expectativas… e elas foram cumpridas! Ao utilizar o app Arquivos (Files), é impossível não questionar: como a Apple não fez isso antes? Uma coisa tão simples como redimensionar colunas é óbvio/intuitivo, mas foi ignorado por tanto tempo.
Sim, o app está muito bom. Não apenas a questão de redimensionar, mas o visual e a proposta do Arquivos está mais fluída e parecida com o Finder, com o detalhe de ser mais elegante no iPad. Não podemos esquecer das pastas coloridas, outra coisa que parecia insignificante, mas fez muita diferença visualmente.
O grande inconveniente: o problema com as tags (não ser possível fazer a busca para acrescentá-las nos arquivos e nem organizá-las em ordem alfabética) infelizmente persiste. Parece que ninguém na Apple usa tags no iPad e o recurso está esquecido.
Conclusão
Sim, a mudança começou. Ainda tem bastante coisa para ser ajustada e vários itens para se consolidarem, mas o iPadOS26 já mostrou a que veio: reacender o papel do iPad de maneira profissional e efetiva.
Trazendo as funcionalidades do Mac, mas mantendo a personalidade de tablet, a Apple vai consolidar a posição do iPad como líder de mercado em seu segmento.
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