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Tim Cook

Tim Cook fala sobre influência da tecnologia no extremismo [atualizado: vídeo]

Ontem, durante sua participação na conferência da Computers, Privacy & Data Protection (CPDP), o CEO1 da Apple, Tim Cook, disse que o modelo de negócios de algumas empresas de tecnologia “pode levar à polarização e à violência”.

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Logo após sua participação na CPDP, Cook conversou com a Fast Company e elaborou melhor sua opinião sobre a influência das empresas de tecnologia no extremismo — além de comentar alguns outros assuntos pertinentes, como veremos mais à frente.

Segundo o executivo, algumas empresas de tecnologia têm “impulsionado a radicalização e a propagação de ideologias extremistas nos Estados Unidos”. Mais do que isso, ele disse que a falta de recursos de privacidade contribui para que dados sejam coletados a fim de “construir perfis para incitar o extremismo” — em referência aos ataques ao Capitólio dos Estados Unidos há algumas semanas.

A tecnologia pode ser usada para amplificar, pode ser usada para organizar e pode ser usada para tentar manipular o próprio pensamento das pessoas. Então eu acho que uma espécie de avaliação justa — e espero que aconteça — é que a tecnologia faz parte dessa equação. E não devemos fugir disso. Devemos tentar entender isso e descobrir como impedir que isso aconteça novamente.

Big Techs

Questionado sobre a mudança da opinião pública em torno do apelo das Big Techs — as quais, no começo deste século, eram vistas com a “salvação” do futuro e agora são alvo de múltiplas investigações —, Cook fez um alerta sobre o uso desse termo.

Embora a Apple possa ser considerada uma integrante das Big Techs (junto ao Google, à Microsoft, ao Facebook e à Amazon), Cook disse que o termo abrange empresas muito diferentes — e que incluí-nas num só balaio desconsidera os (díspares) valores que cada uma defende.

Acho que é importante que as pessoas não categorizem “Big Tech” de uma forma que as faça ver como algo monolítico, porque acho que as empresas são, na verdade, bem diferentes umas das outras. Então eu me preocupo com essa categorização ampla e abrangente desde o início. Tento incentivar as pessoas a pensar um nível mais profundo do que isso e pensar sobre as próprias empresas e seus modelos de negócios, como se comportam e assim por diante — quais são seus valores. É assim que eu vejo as coisas.

Leis e dados

Cook também se posicionou de forma favorável à criação de leis que regulamentam o uso e o gerenciamento de dados — como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, ou GDPR), criado pela União Europeia em 2018.

Acho que o GDPR tem sido um grande regulamento básico — e eu acho que deveria ser a lei em todo o mundo. Temos que construir sobre isso, nos apoiando na GDPR e chegando ao próximo nível. Acho que precisamos pensar em cada um deles em um nível de profundidade para o qual poderíamos escrever um novo regulamento. Porque me preocupo que as empresas não façam isso sozinhas.

Por fim, o executivo disse que as empresas estão começando a notar que “a maioria das pessoas não está feliz com a maneira como as coisas estão indo”. Nesse sentido, ele afirmou estar otimista sobre o futuro e espera pelas mudanças que ainda mais companhias vão adotar para a proteção dos usuários.

via 9to5Mac

Atualização, por Eduardo Marques 02/02/2021 às 22:25

A Apple publicou hoje, em seu canal no YouTube, o vídeo com o discurso completo de Cook na conferência da Computers, Privacy & Data Protection (CPDP). Ele tem cerca de 12 minutos de duração.

Confira:

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