Há pouco menos de um ano, o juiz federal da Califórnia Edward Davila descartou a possibilidade de ação coletiva sobre um processo envolvendo as telas defeituosas de alguns MacBooks Pro, mas permitiu que os autores recorressem da decisão.
Os demandantes do processo revisaram o caso e, nesta semana, o Nono Circuito dos Estados Unidos — Tribunal Federal de Apelações dos EUA —, determinou que a empresa “não tinha o dever de divulgar a falha”; isto é, se ela soubesse do problema antes de comercializar seus notebooks, o que não era o caso.
Com isso, o caso foi descartado mais uma vez — e provavelmente de forma definitiva. Para quem não se lembra, o processo alegava que alguns modelos de MacBooks Pro lançados após 2016 foram projetados com um defeito no cabo flex, o que fazia surgir um efeito de “iluminação de palco” com o desgaste do componente.
Os autores também acusaram a Apple de “ocultação fraudulenta” do problema, de acordo com as leis de vários estados americanos (Washington, Flórida, Nova Jersey, Michigan, Alasca, Missouri, Massachusetts e Texas).
Os demandantes são todos proprietários de MacBooks Pro de 13 e 15 polegadas, lançados após 2016, os quais alegam que suas máquinas sofreram o mesmo defeito. Em todos os casos, esses problemas se manifestaram após a expiração da garantia de um ano fornecida pela Apple.
Na época em que o problema veio à tona, a iFixit disse que um cabo de substituição custaria apenas US$6 se o próprio usuário pudesse realizar o reparo, mas como a Apple tornou o cabo parte do conjunto da tela, ele não poderia ser substituído separadamente, exigindo uma nova unidade de tela completa — que custaria US$600.
A Apple respondeu, oferecendo um programa de serviço para os modelos de 13″ vendidos entre outubro de 2016 e fevereiro de 2018 — mas, bizarramente, não para as máquinas de 15″.
Veremos se haverá algum outro desdobramento desse processo…
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via Patently Apple