O Apple Silicon transformou em cheio a linha de Macs, mas deverá também impactar em larga escala o mercado de notebooks como um todo. De acordo com estimativas da Counterpoint Research, processadores com a arquitetura ARM poderão representar 25% de todo o mercado de computadores portáteis em 2027.
Desde o lançamento do primeiro Apple Silicon para Macs, o chip M1, a participação de notebooks com processadores ARM pulou de 2% para mais de 12% no fim do ano passado. A Apple, após ter migrado todas as linhas de MacBooks para a arquitetura, domina a maior parte desse mercado, com 90% de participação.
A tendência, de acordo com a empresa de pesquisas, é de que haja um aumento gradual ao longo dos próximos anos e que ele atinja seu pico nos anos de 2024 e 2025 — quando a estimativa prevê aumentos de 23% e 24% (respectivamente) de participação de máquinas com processadores ARM em relação aos anos anteriores.
Esse aumento não será provocado somente por MacBooks, mas também por notebooks que contarão com soluções desenvolvidas por empresas como a Qualcomm e a MediaTek. Assim como a Apple, elas já trabalham com a arquitetura ARM há muitos anos, de modo que não seria tão difícil desenvolver soluções para computadores.
Ao mesmo tempo em que o número de notebooks ARM aumentará, o mercado para esse tipo de máquina como um todo continuará em declínio após o boom recente causado pela pandemia da COVID-19. Isso significa que quem sairá perdendo em meio a esses cenários opostos serão as empresas que ainda estão presas ao mundo dos processadores x86.
Na estimativa, a Intel perderá quase 10% de participação no mercado até 2027 — embora provavelmente ainda abocanhe mais de 60% do total. A AMD, que é a segunda maior fabricante de processadores x86 para computadores, também perderá espaço e seus chips terão menor participação que os baseados em ARM.
Vamos observar se o mercado se comportará dessa forma ou se teremos surpresas…
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via AppleInsider

