Após a reação de veículos midiáticos ingleses, anunciantes e editores na França enviaram ao CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da Apple, Tim Cook, uma carta solicitando que a companhia não implemente um possível recurso no Safari que possibilitará remover seções de páginas da web nos próximos sistemas de iPhones, iPads e Macs.
Naturalmente, a função — que poderá se chamar “Web Eraser” (algo como “Removedor da Web”) — nem sequer foi anunciada, mas a possibilidade que ela seja lançada já preocupa um grupo de entidades comerciais francesas, conforme informações do Business Insider.
O grupo, que inclui companhias como GESTE, o sindicato das agências de internet (SRI) e a entidade comercial de marketing digital Alliance Digitale, afirma que o recurso colocaria em risco as vendas de anúncios “em um período já conturbado”.
Além do prazo extremamente curto e da falta de informações detalhadas e verificadas sobre esse novo recurso, ele levanta inúmeras questões, particularmente relativas às responsabilidades legais e editoriais às quais a Apple ainda não respondeu.
Eles apontam, ainda, que o recurso tem o potencial de ameaçar 100 mil empregos que dependem de publicidade online na França, bem como possíveis implicações para os consumidores e usuários.
[O recurso] restringiria o acesso dos cidadãos a informações gratuitas, diversas e de qualidade, com consequências significativas para o pluralismo, a acessibilidade ao conteúdo e a vitalidade democrática. O grupo estima que o Safari tenha cerca de 25% do todo o mercado de navegadores na França, e com dispositivos móveis é quase 90%.
A Apple, é claro, não se manifestou sobre a carta do grupo francês, por ora. Fato é que somente na WWDC24, a qual ocorrerá daqui a menos de duas semanas, saberemos se esse recurso realmente estará disponível nos próximos sistemas da companhia.
via AppleInsider
Atualização, por Bruno Cardoso22/10/2024 às 10:07
Os mesmos veículos e anunciantes que entraram em contato com a Apple em maio voltaram a pedir para que a empresa descontinue o Controle de Distrações (Distraction Control) — que é como a “Web Eraser” acabou sendo chamada, no final das contas.
Segundo informações do Business Insider, a nova carta enviada por esse grupo é bastante parecida com a primeira, mas diz agora que seus integrantes estão “considerando ativamente todos os recursos legais disponíveis”. O grupo também teria entregado-a para a União Europeia, que tem travado uma série de disputas regulatórias com a Apple recentemente.
O Controle de Distrações, vale notar, não funciona como um bloqueador de anúncios, uma vez que, mesmo que o usuário o use para se livrar de alguma propaganda, ela provavelmente voltará a aparecer assim que ele recarregar a página. Além disso, é preciso selecionar manualmente cada item a ser removido.
via AppleInsider
Notas de rodapé
- 1Chief executive officer, ou diretor executivo.