Em maio, a Microsoft apresentou ao mundo uma nova categoria de computadores, batizada de Copilot+ PCs. Com foco em inteligência artificial, essas máquinas trazem como diferenciais baterias mais duradouras, acesso a avançados modelos de IA e processadores que usam a arquitetura Arm (ainda que versões com chips da Intel e da AMD cheguem posteriormente).
Feitos para bater de frente com os Macs equipados com Apple Silicon, a solução da gigante de Redmond vem gerando preocupações relacionadas à compatibilidade de aplicativos — principalmente jogos.
Uma reportagem do The Wall Street Journal cita que alguns usuários estão enfrentando problemas para jogarem títulos bem famosos, como Fortnite (da Epic Games) e League of Legends (da Riot Games), que foram feitos para rodarem em máquinas com arquitetura x86, da Intel.
Mesmo com o software especial da Microsoft para “traduzir” os softwares para a arquitetura Arm, batizado de Prism (como é o caso do Rosetta 2, nos Macs com Apple Silicon), eles ainda assim apresentam falhas ou simplesmente nem abrem.
James McWhirter, analista da empresa de pesquisa Omdia, cita que em uma pesquisa feita com cerca de 1.300 jogos de PCs, apenas metade deles rodaram sem nenhum tipo de problemas nos PCs com Arm.
Em resposta à matéria, a Microsoft confirmou que certos títulos não rodam nessas máquinas, mas se comprometeu a melhorar a experiência de jogo e que quem quiser jogar com uma performance maior, deve escolher alternativas de PCs otimizadas para games. Ou seja, computadores com chips da Intel.
Já a Qualcomm, fabricante de chips como o Snapdragon X Elite e Plus (presentes em máquinas como o Surface Pro e o Surface Laptop mais recentes), disse que esses tipos de processadores não são considerados uma plataforma de games, mas que está trabalhando com os seus parceiros para remediar a situação.
Outra causa apontada para os erros e bugs que atingem esses tipos de computadores está no sistema anti-cheating (antitrapaças), que mesmo com a tradução de x86 para Arm, pode seguir sendo incompatível.
Ainda que a Apple não esteja lá muito melhor que isso, ela possui algumas iniciativas que podem mudar esse jogo aos poucos, como a chegada de títulos como Assassin’s Creed Shadows, Resident Evil Village e Death Stranding: Director’s Cut à App Store e da ferramenta Game Porting Toolkit, que facilita adaptar games para os sistemas operacionais da Apple, dentre eles o macOS.
Vamos aguardar para ver se a Apple conseguirá mesmo abocanhar parte desse mercado insatisfeito com o desempenho dessas máquinas mais novas…
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via 9to5Mac