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Logo do NSO Group e da Apple

Spyware Pegasus fez vítimas mesmo após processo da Apple

Nos últimos tempos, temos falado bastante do spyware Pegasus, criado pela israelense NSO Group. A Apple, inclusive, anunciou no ano passado um processo contra a empresa por ela criar “ferramentas para invadir dispositivos ilegalmente”.

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Pois uma investigação forense realizada pela organização irlandesa Front Line Defenders e Citizen Lab, focada nos direitos humanos, mostrou que quatro advogados, ativistas e jornalistas tiveram os seus smartphones invadidos pelo software — mesmo após a Apple intervir judicialmente contra a desenvolvedora do spyware.

O relatório [PDF], revelado nesta terça e compartilhado com o TechCrunch, mostra que as vítimas (exceto uma jornalista que preferiu permanecer anônima) possuem uma forte ligação na defesa dos direitos humanos e contra a corrupção na Jordânia, país localizado no Oriente Médio. São eles:

  • Ahmed Al-Neimat, membro do Hirak, um movimento popular de protesto que pede justiça social na Jordânia e que defende a reforma e os direitos humanos.
  • Malik Abu Orabi, advogado de direitos humanos.
  • Suhair Jaradat, jornalista especializada em reportagens investigativas.

As descobertas se basearam em relatórios anteriores da organização, que já revelou que o mesmo software estava instalado em dispositivos de outros ativistas. Dois desses operadores do Pegasus seriam agentes do próprio governo jordaniano, inclusive.

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O dado que mais chama a atenção nesse relatório de agora é que uma das vítimas, Suhair Jaradat, teve o seu iPhone invadido em 5 de dezembro de 2021, pouco tempo depois da decisão da Apple de processar a NSO Group vir à tona.

Jaradat recebeu uma mensagem no WhatsApp de alguém se passando por um crítico popular antigoverno com links para o spyware Pegasus, comprometendo seu telefone. De acordo com a análise forense, o iPhone de Jaradat foi invadido várias vezes nos meses anteriores e em fevereiro de 2021.

Além de trazer mais detalhes sobre o relatório, a reportagem do TechCrunch também cita o processo movido pela Apple. Segundo consta, ele teve um “início lento”, já que o primeiro juiz designado para o caso se recusou a coordenar o caso, de forma que alguma decisão sobre o imbróglio certamente não será tomada antes de junho.

Vamos continuar acompanhando esse caso, é claro.

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