Já faz alguns trimestres que, após uma alta inesperada por conta da pandemia de COVID-19, o mercado de tablets vem apresentando tendência de queda — e até mesmo a Apple, que costuma se segurar bem nesses contextos, começou a cair junto ao segmento geral. Pois os números mais recentes da IDC mostram que a maré continua baixando.
No primeiro trimestre de 2022, foram despachados 38,4 milhões de tablets, considerando as estimativas de vendas globais de todas as fabricantes. O número representa uma queda de 3,9% em relação aos 39,9 milhões de unidades despachadas no mesmo período do ano anterior.
Nesse cenário, a Apple mantém-se líder isolada do segmento, mas as vendas de iPads também caíram: dos 12,7 milhões de unidades vendidas no primeiro trimestre de 2021, foram estimadas 12,1 milhões de unidades no período mais recente — uma queda de 4,6%, superior à média da indústria. Com isso, a fatia de mercado da Maçã caiu para 31,5%, quase estável em relação à anterior.
Por outro lado, as duas outras empresas no pódio — Samsung e Amazon — cresceram 3,5% e 6,3%, respectivamente. A sul-coreana despachou 8,1 milhões de unidades no período mais recente, avançando para um market share de 21,1%, enquanto a gigante de Jeff Bezos já tem quase 10% do mercado. Completando o Top 5, Lenovo e Huawei tiveram retrações bem mais drásticas.
Segundo Anuroopa Nataraj, analista sênior da IDC, a queda de vendas de tablets é causada especialmente pelo arrefecimento da demanda em mercados mais desenvolvidos, mas novas fabricantes — especialmente marcas de smartphones, como a realme, a OPPO e a Xiaomi, que estão entrando agora no mundo dos tablets — estão mexendo no cenário, principalmente em mercados emergentes. Essas chegadas recentes ainda não são suficientes para causar uma mudança no segmento como um todo, mas têm o potencial de fazê-lo num futuro próximo.
Vale notar que, mesmo com a tendência de queda, o cenário dos tablets não está nem de longe tão tenebroso quanto o de Chromebooks: no segmento adjacente, a queda na comparação ano a ano foi de quase 62%, com retrações na casa dos dois dígitos em todas as principais empresas da indústria.
Acompanhemos, portanto.
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via Patently Apple
