Em seu tradicional teardown pós-lançamento de um produto da Apple, a iFixit realizou o processo de desmonte do iPad mini com o chip A17 Pro, lançado recentemente pela Maçã em substituição à sexta geração do produto. A principal descoberta da empresa diz respeito à posição do driver da tela, a qual permanece a mesma.
Esse tópico foi alvo de muitas dúvidas dado o problema de “jelly scrolling” (o tal “efeito geleca” na rolagem da tela) bastante evidente na geração anterior. Fazendo com que o painel não atualize em toda a sua extensão de forma sincronizada, o problema foi notadamente diminuído no atual modelo — o que levou algumas pessoas a cogitar que a Apple teria mudado a posição do driver, como fez no iPad Air mais recente.
Embora essa seja uma estratégia amplamente reconhecida como eficaz para mascarar ou diminuir esse problema, a iFixit acredita que a Apple deve ter feito algum outro tipo de “truque” para reduzir o efeito (que ainda continua, vale notar) — o que, para Frederico Viticci (do MacStories), pode ter sido a adição de uma espécie de controlador para garantir a atualização uniforme da tela.
Em termos de reparabilidade, o novo modelo não mudou muita coisa em relação ao de sexta geração. Como é possível ver no vídeo publicado pela firma de reparos, a grande novidade nesse sentido se resume basicamente ao conector USB-C, que agora pode ser ainda mais facilmente substituível — o que é um ponto bem positivo, visto que ele tende a se desgastar com os anos.
Outra descoberta curiosa é de que o logo da Apple no novo iPad agora é uma peça removível do corpo do aparelho e colada por dentro — o que resulta em um “buraco” na parte traseira quando ela é removida. É até possível observar uma espécie de contorno referente à sobra que fica “escondida” quando é feita uma tomografia computadorizada do aparelho.
Por fim, o iPad mini ganhou uma (baixa) nota de reparabilidade temporária de apenas 3 pontos (de um total de 10) — curiosamente, a mesma dada pela firma à geração anterior, há pouco mais de três anos.
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via 9to5Mac
